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Mundo

Donald Trump descarta rejeição popular após revés republicano nas midterms

Projeções indicam que oposicionistas assumem o controle de ambas as casas do Congresso norte-americano

Trump diz que não vê derrotas nas Midterms como rejeição à sua presidência

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou não enxergar os reveses do Partido Partido Republicano nas eleições de Meio de Mandato como uma reprovação à sua gestão, paralelamente a projeções da CNN que apontam a conquista democrata da maioria tanto na Câmara quanto no Senado americanos.

Reação do presidente

Questionado sobre o resultado das urnas, o chefe do Executivo minimizou o impacto político do pleito. “Mas não encaro isso como um golpe contra mim”, disse Trump em entrevista à Fox News.

O mandatário também destacou os índices econômicos de sua gestão antes do pleito. “Tivemos os dois melhores anos na história da presidência em termos de economia, em termos de tudo o que realizamos”, declarou.

Parabenização aos opositores

Ao ser interpelado sobre qual seria seu recado final ao eleitorado, o presidente optou por cumpridar os adversários políticos. “Bem, digo o seguinte: parabéns aos democratas”, declarou Trump. “Eles fizeram um bom trabalho. Estavam buscando isso há 11 anos e, finalmente, conseguiram”, disse.

Apesar das congratulações, o presidente pontuou que alguns correligionários apoiados por ele não conseguiram engajar o eleitorado e “lutaram contra mim”, o que teria contribuído para os resultados desfavoráveis.

Avanço histórico da oposição

A virada democrata no Congresso representa um marco nas midterms de 2026, impulsionada pela impopularidade do governo e pela insatisfação popular com temas como inflação, tarifas e a condução de conflitos internacionais. O partido opositor conseguiu vitórias expressivas em redutos historicamente conservadores, incluindo Carolina do Sul, Texas e Kansas.

Com o novo cenário legislativo, a oposição ganha capacidade de investigação e poder para barrar indicações judiciais do governo, embora a exigência de quóruns elevados no Senado ainda imponha barreiras para a aprovação de pautas prioritárias dos democratas.