Americanao é preso por enviar cartas com pó branco a autoridades
Investigação do FBI revelou que a substância suspeita era inofensiva e consistia apenas em fermento ou farinha.

Um morador de Oklahoma City, nos Estados Unidos, foi formalmente indiciado após enviar centenas de correspondências com ameaças e uma substância em pó a parlamentares, órgãos de imprensa, institutos de pesquisa e oficiais de eleições estaduais no período que antecedeu as Eleições de Meio de Mandato.
Prisão e desdobramentos judiciais O suspeito, identificado como Robin Martin, de 67 anos, foi preso na segunda-feira (2) e teve sua prisão provisória decretada na terça-feira (3) por um magistrado federal. Nova audiência foi agendada para o dia 9 de novembro, enquanto a defesa do acusado optou por não se manifestar sobre as acusações. Ele responderá perante a Justiça federal por envio de correspondências ameaçadoras, prática de fraudes e transmissão de dados falsos ou enganosos.
Análise laboratorial do material Perícias realizadas no conteúdo das correspondências comprovaram que o pó enviado não representava perigo real. Conforme documento apresentado pelo FBI à Justiça, os testes indicaram que o material consistia em farinha ou fermento.
Posicionamento das autoridades federais O procurador-geral assistente para Segurança Nacional, John A. Eisenberg, afirmou que as cartas representaram uma “tentativa calculada de aterrorizar servidores públicos”. “Intimidações como essa não têm lugar em uma nação governada pelo Estado de Direito”, declarou.
Modus operandi e rastreamento De acordo com as investigações federais, os envelopes despachados no começo de outubro foram direcionados a gestores eleitorais nos 50 estados norte-americanos. A polícia federal também investiga o envolvimento de Martin em correspondências similares enviadas em 2024 para trabalhadores de eleições e dos serviços postais.
O material postado em outubro utilizava um endereço antigo do grupo Socialistas Democráticos da América (DSA), situado em Nova York. O FBI apontou que o acusado contatou a mesma organização em agosto para coletar e-mails de membros, que depois receberam mensagens de intimidação com avisos sobre supostas prisões caso votassem.
A identificação do suspeito ocorreu por meio de registros de câmeras de vigilância em agências dos Correios e em uma loja Walmart, local onde teria adquirido o aparelho telefônico empregado nos crimes. O governo americano apontou ainda que Martin escreveu uma carta ao diretor do FBI, Kash Patel. O documento continha impressões digitais identificadas como sendo de Martin. A correspondência trazia a mensagem “FBI SAVE THE USA” (“FBI, SALVE OS EUA”), escrita com tinta que reage à luz ultravioleta. A mesma frase também aparecia em outras cartas ameaçadoras.



