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Gleisi diz que mercado tem DNA autoritário e critica reação a Lara Resende

Deputada federal defendeu o diálogo democrático e apontou ligações entre setores financeiros e o crime organizado.

Mercado financeiro tem o DNA do autoritarismo, diz Gleisi Hoffmann

A deputada federal Gleisi Hoffmann afirmou nesta segunda-feira (2) que o mercado financeiro carrega o “DNA do autoritarismo” e criticou o nervosismo de investidores diante da possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reunir com o economista André Lara Resende.

Reação dos investidores e defesa do diálogo Segundo a parlamentar, a reação negativa dos agentes econômicos evidencia uma intolerância com práticas democráticas básicas. Para ela, ouvir diferentes visões não significa encampá-las.

“Isso explica o nervosismo, apreensão, pânico, seja lá o que for, de seus agentes, pela simples notícia de que o presidente Lula poderia receber o economista André Lara Resende pra uma conversa. Membros do governo já disseram que não tem nada disso. E se tivesse, qual é o problema? Conversar sobre um tema ou uma proposta não significa encampá-la. Conversar, ouvir, é o básico da democracia, que defendemos e foi vitoriosa nas urnas”, declarou a deputada.

Críticas severas ao setor financeiro A ex-ministra também questionou as motivações dos investidores e lembrou que a campanha vitoriosa rechaçou propostas de corte drástico de gastos. Ela aproveitou para fazer acusações graves contra ramificações do setor.

“Sabemos que nesse mercado financeiro há de um tudo: tem a ala associada ao PCC, que a PF, a Receita Federal e o Gaeco de SP estão combatendo, tem a turma das apostas no Polymarket e da especulação e das apostas tipo rouba-monte que levaram a perdas de bilhões na segunda após a eleição. E tem gente menos aventureira”, pontuou a deputada.

Negativa oficial e debate econômico Apesar dos rumores sobre a aproximação com o formulador do Plano Real — cujo texto propõe o tabelamento da taxa Selic —, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou a existência de qualquer agenda marcada entre o chefe do Executivo e o economista.

Paralelamente, o presidente do PT, Edinho Silva, tentou conter os ruídos internos e reforçou que apenas o ministro da Fazenda fala em nome do governo na política econômica, buscando estabilizar o ambiente diante das especulações.