31/10/2026

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Jorginho Mello se afasta de Flávio Bolsonaro e defende as urnas

O governador reeleito de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), adotou uma postura distante das declarações feitas por Flávio Bolsonaro (PL) após a derrota do senador na corrida presidencial, optando por enfatizar a importância de respeitar a decisão soberana dos eleitores.

Contexto da manifestação pública A declaração do chefe do Executivo catarinense ocorreu na quarta-feira (28), por meio de suas redes sociais, poucas horas depois de o ex-candidato publicar uma carta questionando a legitimidade do pleito sem exibir evidências e se autoproclamando líder do país.

“Às instituições brasileiras, cabe promover a pacificação que o momento exige. Não é hora de aprofundar feridas, mas sim curá-las. Da minha parte, continuarei cumprindo a missão da qual jamais abri mão, defendendo os interesses de Santa Catarina acima de tudo, com firmeza e responsabilidade, respeitando as instituições e o resultado final das urnas”, afirmou o governador.

Repercussão e viagem ao exterior O pronunciamento marcou a primeira manifestação pública do político catarinense após o segundo turno ocorrido no domingo, 25, surgindo três dias após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A posição adotada diverge frontalmente da postura de Flávio, que viajou para os Estados Unidos logo após o término da disputa.

Na versão inicial do manifesto divulgado por apoiadores, o senador chegou a se intitular o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. O documento foi modificado posteriormente para “líder do Brasil”, mantendo os ataques às instituições e ao sistema de votação, além da intenção de comandar a oposição ao governo federal a partir do exterior.

Desempenho eleitoral e alianças na direita Apesar do evidente distanciamento político em relação às teses do aliado, o dirigente estadual do PL fez questão de ressaltar a votação expressiva que o candidato presidencial obteve em território catarinense, onde alcançou seu melhor resultado no segundo turno com 3.220.071 votos (69,42%), frente aos 1.418.314 votos (30,58%) de Lula.

Reeleito ainda no primeiro turno e principal fiador da campanha do aliado no estado, Jorginho não fez críticas diretas à viagem do correligionário ou aos questionamentos sobre fraude.

Outras lideranças do espectro conservador também optaram por seguir caminho semelhante. O governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) manifestou respeito ao resultado da eleição, ao passo que o senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial, declarou publicamente a inexistência de provas que fundamentem suspeitas de irregularidades na votação.