Marco Rubio convoca cubanos a se unirem à CIA por mudanças políticas
O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pediu àqueles que buscam mudanças em Cuba que se associem à CIA, enquanto o Presidente Donald Trump declarou que Washington “cuidará de Cuba” após lidar com o Irã e enviará o diplomata de mais alto escalão americano para concluir o acordo.
Declarações oficiais e o chamado no X
Durante um comício realizado na Flórida, o chefe do executivo americano detalhou os próximos passos da política externa. “Vamos cuidar de Cuba no nosso caminho de volta do Irã… e depois enviaremos Marco Rubio para finalizar o acordo”, disse Trump.
Logo em seguida, o principal encarregado das políticas para a ilha no governo reforçou o chamado por meio de uma publicação na rede social X, antigo Twitter. “Para aqueles que buscam criar uma mudança positiva em Cuba: agora é o momento”, declarou Rubio na última sexta-feira (24).
Rubio incentivou aqueles decepcionados com o governo cubano a “aproveitarem esta oportunidade para criar a mudança que desejam por meio de uma parceria discreta com a CIA”, sem dar maiores detalhes.
Contexto de pressão e crise econômica
A estratégia da Casa Blanca ocorre em meio a um cenário de forte aperto econômico. O governo Trump já havia declarado anteriormente que seu objetivo é mudar o governo comunista do país caribenho.
Um bloqueio petroleiro imposto pelos EUA no início deste ano colocou Cuba sob severa pressão, enquanto o país enfrenta escassez de combustível e apagões agravados por uma infraestrutura em deterioração. Vale lembrar que Washington mantém um embargo ao país há mais de 60 anos.
Repercussão internacional e cenário futuro
A administração atual vem aumentando a pressão sobre Havana desde que as forças armadas dos EUA capturaram o então presidente venezuelano Nicolás Maduro em uma operação letal em janeiro. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores de Cuba disse à Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) no mês passado que o país sempre estará aberto ao diálogo com Washington.
Enquanto isso, especialistas em direitos humanos da ONU condenaram o bloqueio petroleiro como uma violação do direito internacional, e defensores dos direitos humanos afirmam que as ameaças do governo Trump remetem a uma abordagem imperialista. Apesar das tensões, Trump previu no mês passado que os EUA e Cuba chegarão a um acordo e afirmou que não acredita que uma ação militar seja necessária.



