23/10/2026

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Queda de helicóptero com cantor Rick: relatório aponta falha em áudios

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos divulgou nesta quinta-feira (22) o documento preliminar sobre o acidente com a aeronave que transportava o cantor sertanejo Rick, da dupla com Renner. A tragédia ocorreu em Urubici, Santa Catarina, no dia 21 de setembro de 2026.

Gravador de voz sem registros recentes A principal revelação da análise técnica é que o equipamento conhecido como “caixa-preta”, responsável por capturar os diálogos na cabine, não possuía registros da viagem em questão. Conforme o documento oficial, o material recuperado e extraído pelos investigadores continha apenas conversas sobre um procedimento de manutenção realizado em data ainda não determinada.

Além disso, a investigação constatou que o manual do dispositivo exigia a execução de um teste operacional obrigatório antes da primeira viagem do dia. No entanto, essa checagem específica estava ausente na lista de verificação encontrada junto aos destroços.

Condições do voo e impacto na serra O helicóptero envolvido no acidente era um modelo 430 fabricado em 2001 pela Bell Helicopter. A documentação do veículo apontava regularidade, com autorização para serviços privados, Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade válido e histórico de manutenção em dia.

Dados cartográficos detalham que o impacto ocorreu na encosta norte do Morro Convento dos Padres, na Serra da Boa Vista, a uma altitude aproximada de 1.686 metros, sendo que o cume da formação atinge 1.790 metros, segundo o IBGE.

Clima adverso na região sul Em relação ao cenário meteorológico, análises indicam a atuação de um sistema frontal no Sul do país, avançando rumo ao nordeste com forte nebulosidade e chuvas na localidade. Registros visuais obtidos por uma câmera de segurança do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo do Morro da Igreja, situado a cerca de oito quilômetros do ponto do impacto, reforçam o cenário de visibilidade comprometida. Os peritos apontam que nuvens densas reduziram o teto operacional e a visibilidade no momento do trajeto.

Próximos passos da apuração técnica Equipamentos eletrônicos como celulares, uma máquina fotográfica e tablets foram resgatados na área do impacto e atualmente estão sob a custódia da Polícia Científica catarinense, que colabora com o órgão aeronáutico para a extração dos dados.

Nenhuma linha de investigação foi descartada até o momento. O trabalho pericial abrange exames complementares para compreender fatores humanos, materiais, operacionais, técnicos, médicos e psicológicos que possam ter contribuído para o desfecho.

Por meio de nota oficial, a Força Aérea Brasileira comunicou que a apuração sobre o caso da aeronave de matrícula PP-MGR permanece em andamento.