França registra 2,7 mil prisões em meio a saques e onda de tumultos
O governo francês confirmou que 2.700 pessoas foram detidas pelas forças de segurança desde o último sábado (17) em decorrência de saques e distúrbios espalhados pelo território nacional.
Confrontos e escalada da violência
O cenário de instabilidade ocorre enquanto o poder público tenta controlar a grave crise social no país. Os atos começaram motivados por pautas sobre o custo de vida e o setor educacional, mas rapidamente escalaram para confrontos diretos com a polícia e atos de violência urbana.
Em entrevista concedida ao canal de notícias francês LCI, o ministro do Interior da França, Gérald Darmanin, afirmou nesta quinta-feira (22): “2.700 pessoas foram detidas pela polícia desde sábado em relação a esses distúrbios e saques”.
Novas convocações para o fim de semana
Apesar da tensão e da mobilização policial, novos atos públicos já estão agendados para este sábado (24). A Unef, principal sindicato estudantil da França, convocou manifestações e afirmou que o movimento não cessará até que suas reivindicações sejam atendidas.
Por sua vez, a CGT, uma das maiores centrais sindicais do país, informou que participará das manifestações, defendendo que elas sejam pacíficas.
Medidas de segurança do governo
Para tentar conter a onda de distúrbios, as autoridades francesas prometeram uma presença policial “massiva” e impuseram medidas severas, incluindo toques de recolher em diferentes regiões afetadas pela violência.



