Engenheira de SC que começou negócio em garagem entra em lista da Forbes
Uma ideia que surgiu na Universidade Federal de Santa Catarina transformou-se em uma empresa de destaque em Florianópolis e rendeu à sua fundadora um lugar de destaque na publicação da Forbes Brasil. A engenheira agrônoma Giulia Fabrin Scussel, de 29 anos, integrou a seleção de mulheres de maior relevância no setor produtivo nacional divulgada em outubro.
De projeto acadêmico a negócio premiado
Natural de Seara, no Oeste catarinense, a profissional divide a cofundação da Néctar Hidromel com os colegas Rodrigo Arnt Sant’Ana e Dylan Thomas. O empreendimento teve início em uma garagem da capital catarinense com apenas R$ 600 em caixa, após experimentos e aprendizados durante a graduação da mestre em Ciências pela instituição de ensino superior.
A marca consolidou-se como a primeira hidromelaria da cidade e expandiu sua atuação no mercado de bebidas artesanais. Em 2025, o negócio conquistou seis medalhas no Brasil Cup e também obteve reconhecimento no Prêmio Inovação Catarinense, promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina.
Inovação com ingredientes regionais
O portfólio da empresa aposta em receitas que misturam o mel catarinense com frutas, chás e especiarias. As opções comercializadas em estabelecimentos do estado incluem combinações com chá-mate, limão, butiá e tangerina com gengibre, com teores alcoólicos que oscilam entre 4% e 14%.
Em agosto de 2026, Giulia assumiu a presidência da Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina, tornando-se a primeira mulher a liderar a entidade. A gestão iniciou em um cenário de forte desempenho nas exportações do setor no estado, que superaram em poucos meses o volume total comercializado no ano anterior.
Outro destaque na pesquisa científica
O ambiente acadêmico catarinense marcou presença na mesma seleção da revista com outra representante. A cientista Ana Paula Zapelini, doutora em Ciência dos Alimentos pela universidade federal do estado, garantiu seu espaço na relação devido a um protocolo de monitoramento de contaminantes em pescados.
Durante o desastre ambiental provocado por manchas de óleo no litoral brasileiro em 2019, a pesquisadora adaptou uma máquina de café expresso para agilizar a detecção de derivados de petróleo em frutos do mar. A inovação tecnológica impulsionou o reconhecimento de seu trabalho e ampliou a representatividade feminina de Santa Catarina no cenário nacional.



