22/10/2026

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Abel Ferreira revela protocolo secreto após vitória nos pênaltis pela Libertadores

O Palmeiras garantiu sua vaga na grande final da Copa Libertadores da América nesta quarta-feira (22) ao eliminar o Fluminense em uma dramática disputa de pênaltis. Após o confronto decisivo, o técnico Abel Ferreira abriu o jogo sobre a preparação interna da equipe para as penalidades e aproveitou para exaltar a atuação do goleiro Carlos Miguel.

O protocolo interno adotado após reveses

Surpreendendo muitos torcedores, o treinador português revelou que adota o hábito de não assistir às cobranças da equipe, uma rotina que mantém desde o início de sua passagem pelo clube alviverde. Diante do histórico negativo de seis derrotas em disputas da marca da cal sob seu comando, a comissão técnica desenvolveu uma estratégia específica.

“Todos os pênaltis que tiveram aqui, acho que não vi nenhum. Fiz o trabalho que tinha que fazer com os jogadores durante a semana. Não os preparei para bater, porque, em termos de treino, nada replica a emoção do jogo. Em função de termos perdido muitas disputas, fizemos um protocolo de pênaltis. Perdemos algumas vezes nos pênaltis. Agora, ganhamos por competência, mérito e preparação”, explicou o técnico.

Destaque para o desempenho de Carlos Miguel

O heroísmo da classificação passou diretamente pelas mãos do goleiro Carlos Miguel, que defendeu a cobrança de Nonato — repetindo o feito da fase anterior contra a LDU. Abel fez questão de blindar o arqueiro de críticas por falhas passadas e reconheceu sua importância na campanha.

“Estamos aqui por causa do Carlos Miguel. Nós só estamos a jogar contra o Fluminense por causa do Carlos Miguel. O erro faz parte do crescimento do atleta”, afirmou o comandante.

O comandante palmeirense também pontuou que a experiência pesou a favor da equipe, destacando que quatro jogadores com passagem por Copas do Mundo converteram suas cobranças com segurança.

“Gostaria muito de vos dizer o que eu faço, mas não há receitas mágicas. Perdemos tantas vezes em pênaltis que decidi criar um protocolo. Seguimos ele. Podemos ganhar ou perder, não temos receita mágica. Nessa situação de pênaltis, é fundamental que os batedores consigam fazer o gol e o goleiro apanhar uma. É muito difícil, por muito que se treine. Já conversei com a presidente e o nosso diretor. Nunca vou conseguir treinar pênaltis com a intensidade emocional do jogo”, concluiu.

Com a classificação assegurada, o time paulista agora foca suas atenções no Campeonato Brasileiro, onde enfrenta o RB Bragantino antes do duelo decisivo pelo título continental. A grande final da Libertadores acontecerá em jogo único no dia 28 de novembro, um sábado, na cidade de Montevidéu, no Uruguai.