Guerra na Ucrânia: mísseis e drones intensificam ataques mutuos
A escalada do conflito militar ganhou força nesta quinta-feira (22), quando mísseis atingiram a capital ucraniana nas primeiras horas do dia. Em resposta e simultaneamente, centenas de aeronaves não tripuladas foram lançadas contra território russo durante a madrugada, ignorando os recentes esforços diplomáticos liderados por Washington para pacificar a região.
Danos e feridos em Kiev
Os bombardeios russos deixaram 15 pessoas feridas na capital ucraniana, além de provocarem danos severos à infraestrutura do sistema subterrâneo na Ponte Sul, cruzando o rio Dnipro, o que resultou em restrições severas ao tráfego local. A ofensiva aconteceu logo após outra investida na noite de quarta-feira (21), que já havia deixado outros seis feridos na mesma metrópole.
A violência também atingiu outras áreas do território ucraniano. Na região nordestina de Kharkiv, um ataque resultou na morte de uma mulher e deixou outras quatro pessoas feridas, conforme relatou o governador regional, Oleh Syniehubov, por meio de uma publicação na plataforma Telegram.
Alvos estratégicos e infraestrutura energética
Instalações vitais voltadas à energia também entraram na mira dos combatentes. Um drone acabou atingindo a infraestrutura energética situada em Kremenchuk, na província de Poltava. O local, posicionado às margens do rio Dnipro, destaca-se como um polo industrial essencial por abrigar uma das principais refinarias petrolíferas do país e já havia sido alvo de tragédias anteriores no curso da guerra.
Do lado russo, o prefeito Sergei Sobyanin informou que duas pessoas ficaram feridas nos arredores de Moscou após a interceptação de 630 drones enviados em direção à capital durante a noite, sendo a maior parte derrubada a longa distância. Simultaneamente, na cidade de Lipetsk, um homem ficou ferido após o impacto de drones contra edificações residenciais e uma unidade de saúde, segundo o governador Igor Artamonov.
Esforços diplomáticos sob tensão
A intensificação bélica ocorre logo após o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, conduzir reuniões nesta semana com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e com o líder russo, Vladimir Putin, buscando mediar uma solução definitiva para o conflito que teve início em 2022, após a anexação da Crimeia ocorrida oito anos antes.
Enquanto Zelensky declarou na quarta-feira que a Ucrânia apoiava uma proposta dos Estados Unidos para a realização, o mais rápido possível, de conversas trilaterais entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos, com a participação de negociadores, o Kremlin confirmou que Putin concordou em retomar as negociações de paz com Kiev, mediadas pelos Estados Unidos, já no próximo mês.



