Meta dispara no 3º trimestre com avanço expressivo no lucro líquido
A controladora do Facebook registrou um lucro líquido de US$ 9,86 bilhões no terceiro trimestre de 2026, o que representa um salto impressionante de 264% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. O lucro ajustado por ação ficou em US$ 3,83, montante que veio abaixo da projeção de US$ 6,54 estipulada pelos analistas consultados pela FactSet.
Impacto de acordo legal multibilionário
A companhia esclareceu que os ganhos teriam atingido a marca de US$ 7,40 por ação se não fosse o impacto de uma cobrança de quase US$ 10 bilhões. Esse valor decorre de um acordo legal firmado com múltiplos estados americanos, relacionado a ações judiciais sobre dependência de adolescentes em plataformas digitais.
Faturamento supera previsões de mercado
Por outro lado, o faturamento da gigante tecnológica surpreendeu positivamente ao alcançar US$ 64,60 bilhões nos três meses encerrados em setembro, superando a estimativa consensual de US$ 63,34 bilhões projetada pelo mercado financeiro.
“Alcançamos marcos importantes neste trimestre em direção à entrega de superinteligência pessoal para todos – incluindo o lançamento do Muse e Muse Wonder, nosso primeiro modelo de fronteira”, declarou o CEO Mark Zuckerberg em um comunicado oficial enviado à imprensa.
Investimentos pesados em inteligência artificial
As despesas de capital da corporação, que englobam pagamentos de principal ligados a arrendamentos financeiros, somaram US$ 34,91 bilhões no trimestre. A administração revisou suas estimativas e agora prevê desembolsos totais entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões em capex para o acumulado de 2026.
Para o trimestre em curso, a empresa antecipa que a receita total fique situada na faixa de US$ 73 bilhões a US$ 76 bilhões, flutuação que se alinha com a média das expectativas dos analistas, que aguardavam vendas de US$ 73,65 bilhões no período.
Novas ações e reação em Wall Street
Adicionalmente, a corporação informou a criação de ações ordinárias Classe C, com vigência programada para janeiro, garantindo que a medida não provocará alterações no poder de voto do diretor-presidente Mark Zuckerberg.
Logo após a divulgação do balanço trimestral, os papéis da empresa apresentavam valorização de 4,2% durante as negociações estendidas após o fechamento da bolsa de Nova York.



