Elon musk limita starlink e afeta drones da ucrânia na guerra
A restrição imposta ao uso da rede de satélites Starlink na Ucrânia comprometeu operações militares essenciais com drones e gerou forte atrito com Washington. A alteração na velocidade de conexão deixou equipamentos de ataque e interceptação ucranianos severamente limitados em meio ao conflito contra as forças russas.
Impacto nos drones militares As modificações começaram em 14 de outubro, quando terminais ucranianos enfrentaram quedas bruscas de desempenho para permanecerem na rede. A medida reduziu a eficácia de aeronaves não tripuladas usadas para repelir investidas russas e atingir alvos estratégicos.
Michael Kofman, especialista em conflitos militares do Carnegie Endowment for International Peace, afirmou que as limitações continuavam prejudicando operações com drones de ataque e interceptação. Ele mencionou que a velocidade dos equipamentos permanecia abaixo de 130 km/h, diante de um limite citado de 160 km/h.
Divergências e versões oficiais O episódio abriu espaço para questionamentos sobre a autoria da ordem, envolvendo o bilionário dono da SpaceX e figuras da política americana. Enquanto o empresário alegou que os parâmetros de utilização seguem diretrizes dos militares dos EUA e da presidência americana, o governo negou envolvimento direto.
Na segunda-feira, Trump disse a jornalistas que não sabia quem era responsável pela restrição, mas que gostaria de descobrir. Musk, por sua vez, publicou no X que os limites de velocidade ou de utilização eram definidos pelos militares americanos e, em última instância, pelo presidente dos Estados Unidos.
Na quarta-feira, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que o governo não havia solicitado a redução do serviço e declarou que não tinha conhecimento prévio da medida. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, também negou que o Pentágono tivesse emitido uma determinação para restringir o acesso.
Hegseth ressaltou, porém, que a SpaceX tem autonomia para tomar decisões relacionadas aos termos de utilização de seus serviços.
Cobranças de Kiev O governo de Volodymyr Zelensky cobrou explicações urgentes sobre o caso, alertando que a falta de conectividade estável coloca vidas em risco nas zonas de combate.
Denys Sienik, representante diplomático da Ucrânia em Washington, afirmou que o país ainda aguardava uma resposta oficial para compreender a mudança e saber se o serviço havia sido normalizado ou seria restabelecido.
Críticas às refinarias e o desgaste político A restrição coincidiu com debates acalorados sobre os ataques ucranianos a refinarias de petróleo russas, criticados publicamente por aliados americanos devido aos impactos no mercado de combustíveis.
O episódio escancara a dependência crítica de Kiev em relação a infraestruturas tecnológicas privadas e aprofunda as incertezas sobre o futuro do suporte internacional ao país.



