22/10/2026

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Construtora paralisa obra após queda de lajes em casa de praia em SC

A construtora responsável por uma edificação vizinha a uma residência que teve duas lajes destruídas em Itapema, no Litoral Norte catarinense, decidiu paralisar os serviços no canteiro. A medida foi adotada enquanto se aguarda a conclusão de uma perícia técnica para determinar os motivos do acidente. Além de suspender as atividades, a companhia declarou que prestou suporte imediato às vítimas e que cobrirá todos os danos materiais se a sua culpa for atestada.

O momento do colapso e a assistência aos moradores

O incidente aconteceu na Rua 290, situada no bairro Meia Praia. A proprietária, Margarete Knihs, estava no local acompanhada do marido e do neto para aproveitar o fim de semana. Ela notou pequenos fragmentos de concreto despencando na sala momentos antes de a estrutura vir abaixo. Ninguém se feriu.

Em pronunciamento oficial, o advogado da construtora, Cláudio Alberto de Castro, pontuou que a equipe esteve presente logo após o ocorrido para iniciar o amparo aos afetados: “Independente de existir culpa ou não existir culpa, porque isso vai ser levantado por meio de uma perícia técnica”, declarou.

Entre os apoios fornecidos estão a hospedagem em hotel, a locação de uma moradia para uma moradora de uma kitnet danificada e a instalação de barreiras de madeira para proteção contra intempéries. A companhia também disponibilizou um vigia e auxiliou na limpeza dos escombros.

O advogado reforçou o compromisso da empresa com os prejuízos materiais: “Tudo que for apurado, se realmente for responsabilidade da construtora, damos a mais absoluta certeza de que será ressarcido, tudo será feito, tudo, nesses respectivos imóveis”, disse.

Investigação e vistoria técnica

A construtora informou que possuía licenças, projeto regular, acompanhamento de engenharia e um laudo de vizinhança prévio que apontava fragilidades nos imóveis atingidos, embora ressalte que isso não define a causa da queda. No instante do desabamento, os trabalhos concentravam-se na concretagem de blocos e remoção de caixarias, sem uso de perfuratrizes ou caminhões de concreto.

Por sua vez, a Defesa Civil de Itapema vistoriou a área com um engenheiro municipal. O diretor do órgão, Cabo Motta, explicou que a residência fica junto a uma obra com escavação, indicando que o desnível do terreno pode ter afetado as colunas e a parte superior da casa. A defesa da construtora ainda questionou a regularidade histórica do segundo pavimento da residência, construída há cerca de 45 anos, ponderando a necessidade de verificar se a reforma possuía respaldo técnico.

As autoridades competentes seguem avaliando o cenário para emitir o laudo definitivo sobre o caso que mobilizou a região litorânea.