22/10/2026

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Deltan usa camiseta contra Lula em debate com Flávio Bolsonaro

A plateia do embate entre os postulantes ao Palácio do Planalto contou com uma manifestação explícita de bastidor nos estúdios da Band. Posicionado na primeira fila ao lado de Sergio Moro (PL), o ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo) atraiu os holofotes ao comparecer com uma vestimenta estampada com a frase: “Eu prendi o Lula, STF soltou”.

Provocação com imagem histórica da Operação Lava Jato

A camiseta utilizada por Dallagnol reproduzia a imagem da apresentação em PowerPoint exibida em 2016, quando ele chefiava a força-tarefa do Ministério Público Federal em Curitiba e formalizou a acusação referente ao tríplex do Guarujá. No ano seguinte, Moro proferiu a condenação de Luiz Inácio Lula da Silva com base na apuração. O ex-juiz, eleito senador pelo Paraná e cotado para assumir o governo do estado, acompanhou toda a movimentação no estúdio.

Durante a transmissão, Flávio Bolsonaro (PL) apontou diretamente para a dupla ao mencionar a condenação do adversário, em uma tática destinada a ligar a imagem do petista aos escândalos apurados na época da força-tarefa.

Declarações antes do confronto televisivo

Momentos antes do início do programa, Moro e Dallagnol publicaram um vídeo nas redes sociais manifestando apoio integral a Flávio e direcionando críticas a Lula. Na gravação, Moro comentou: “Viemos ver novamente, ouvir novamente as mentiras do Lula, mas a gente tem certeza que o Flávio vai desmascará-lo”. Em seguida, o parlamentar complementou: “Agora é 22, 25 de outubro, dia da mudança, mas ela passa por aqui também”.

No mesmo registro em vídeo, Dallagnol enfatizou que pretendia ver o candidato governista “passando o trator em cima do Lula”.

Anulação das sentenças no Supremo Tribunal Federal

Apesar do uso político do episódio, as ações penais que pesavam contra o atual mandatário foram invalidadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021. A Corte determinou que a 13ª Vara Federal de Curitiba não possuía competência legal para analisar os autos e, mais adiante, reconheceu a parcialidade de Sergio Moro na tramitação do processo do imóvel litorâneo. Com a anulação, Lula recuperou os direitos de concorrer a cargos públicos e venceu a eleição presidencial de 2022.