02/11/2026

1000x250
previous arrow
next arrow

Vendedor de picolé é barrado em cemitério após 30 anos no sul de SC

Um tradicional vendedor de picolé que atua há mais de três décadas na região sul de Santa Catarina utilizou as redes sociais para denunciar que foi impedido de exercer sua atividade profissional. A proibição aconteceu no Cemitério da Sanga Grande, localizado no município de Meleiro, e veio a público através de uma gravação divulgada na véspera do Dia de Finados.

Repercussão nas redes sociais

No material publicado, um popular que registrou a situação saiu em defesa do comerciante e criticou severamente a ordem de expulsão do local público. “Proibir o vendedor de trabalhar na Sanga Grande é uma vergonha pra comunidade Sanga Grande. Aqui é um trabalhador, meu amigo”, afirma.

Em sua página oficial no Facebook, o próprio profissional desabafou sobre o ocorrido e lamentou a postura adotada por funcionários no espaço público. O autor da postagem escreveu: “É uma vergonha para a cidade de Meleiro botar certos funcionários despreparados querendo mandar em um cemitério público e ainda ter a competência de dizer que não têm medo do prefeito nem da polícia. É o primeiro cemitério da história e da região a ter esse tipo de ocorrência. Peço perdão à população, que não tem culpa, por um ser que acha que é dono do cemitério. Apenas servimos à população há mais de 30 anos, aí na Sanga Grande, vendendo picolé”.

Posicionamento oficial da prefeitura

Procurada para prestar esclarecimentos sobre o episódio que revoltou moradores e internautas, a administração municipal emitiu uma nota oficial negando qualquer envolvimento com o local da ocorrência.

No comunicado distribuído à imprensa, o órgão público declarou: “A Prefeitura Municipal de Meleiro vem a público esclarecer que não possui qualquer vínculo ou responsabilidade administrativa sobre o Cemitério da Sanga Grande. Esclarecemos que a administração, a manutenção, a conservação e as demais questões relacionadas ao referido cemitério não são de responsabilidade da Prefeitura Municipal de Meleiro. Reforçamos nosso compromisso com a transparência e com a correta prestação de informações à comunidade”.

Enquanto o impasse sobre a gestão do cemitério permanece sem uma solução definitiva por parte do poder público, o caso continua gerando debates entre os moradores da cidade catarinense sobre o direito ao trabalho de antigos prestadores de serviços comunitários.