banner-anuncie-aqui
previous arrow
next arrow
Mundo

Onu avalia mensagem de líder de facção no Haiti e cobra ajuda externa

Porta-voz da entidade reforçou que confirmação de recebimento não valida criminoso e destacou crise de segurança no país

ONU pede apoio à força contra gangues no Haiti após carta de líder

A Organização das Nações Unidas analisa uma mensagem enviada por Wilson Joseph, líder de facção haitiano que sofre sanções internacionais, sem definir ainda se dará um retorno à demanda. A informação foi divulgada nesta terça-feira (3) por Stéphane Dujarric, porta-voz da instituição, momento em que ele aproveitou para cobrar suporte global para a operação de combate à criminalidade na região.

Haiti enfrenta crise humanitária e de segurança Conforme relatado pelo representante, o contato teria chegado por meio digital. A confirmação do recebimento ocorreu após questionamentos da imprensa, sendo avaliado se um eventual posicionamento virá da matriz da instituição ou de representantes que operam em território haitiano.

Posicionamento oficial da instituição internacional O porta-voz pontuou que o recebimento do documento não significa validação do remetente, concordância com o texto enviado ou promessa de réplica por parte do secretário-geral.

Diante do pedido de intermediação feito pelo criminoso, Dujarric declarou que o documento expõe a “horrível situação de segurança” vivida pelos moradores em regiões dominadas por criminosos.

Reforço militar e tropas estrangeiras O representante da entidade apelou para que as nações auxiliem a Força de Supressão de Gangues e os militares vinculados à missão, além de darem suporte ao governo local na retomada do controle territorial.

A respeito dos cerca de 200 militares salvadorenhos integrados à operação, o porta-voz explicou que eles estão submetidos às regras de fiscalização estabelecidas pelo Conselho de Segurança. Por fim, a atuação do grupo enviado por El Salvador foi tratada como um tema bilateral, com a ressalva de que todas as manobras táticas devem respeitar integralmente os direitos humanos.