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Brasil

Omoda 4 é confirmado no Brasil para 2027 com motor híbrido flex

Novo crossover médio supera espaço do irmão maior e terá também opção 100% elétrica com autonomia de até 470 km

Omoda 4 no Brasil: o que esperar do novo SUV híbrido da marca

A chegada do Omoda 4 ao mercado brasileiro foi oficialmente programada para o ano de 2027. O lançamento do novo crossover está previsto para ocorrer entre os meses de julho e agosto, estreando inicialmente com uma motorização híbrida plena flex, enquanto uma variante totalmente elétrica também integrará o catálogo nacional posteriormente. O utilitário esportivo foi revelado ao público durante o Chery User Summit 2026, realizado na cidade chinesa de Wuhu, ocasião em que ambas as tecnologias de propulsão puderam ser conferidas de perto.

Dimensões e posicionamento de mercado

Embora o modelo ocupe uma posição hierárquica inferior ao Omoda 5 dentro do portfólio da fabricante, ele não apresenta proporções menores. O Omoda 4 conta com 4,42 metros de comprimento e generosos 2,70 metros de distância entre-eixos. O veículo de maior idade na linha possui medidas externas parecidas, mas traz um entre-eixos inferior, medindo 2,61 metros. Essa vantagem de nove centímetros no projeto do Omoda 4 amplia diretamente o conforto para os ocupantes que viajam no banco traseiro. Dessa forma, a ideia de um utilitário compacto voltado para concorrer com modelos como Volkswagen Tera ou Fiat Pulse não se aplica a este produto, abrindo espaço para a futura introdução de outro veículo, possivelmente batizado como Jaecoo 3.

Visual futurista e conjunto híbrido

O design exterior do automóvel constitui um dos principais atrativos, adotando a linguagem estética batizada pela marca de Cyber Mecha. A carroceria exibe superfícies angulosas, vincos marcados e uma inspiração estética que remete ao universo dos robôs nipônicos e dos videogames, conceito visual antecipado pelo protótipo Omoda X. Essa mesma temática futurista se repete na cabine, que conta com interfaces digitais e comandos físicos estilizados.

A variante híbrida apresentada na China utiliza um propulsor 1.5 turbo a combustão de quatro cilindros aliado a um motor elétrico. O sistema entrega uma potência combinada de 224 cv e um torque máximo de 30,1 kgfm, sendo que o motor a gasolina desenvolve 135 cv e 20,4 kgfm, ao passo que o componente elétrico pode alcançar 204 cv. O gerenciamento da força é feito por uma transmissão DHT (Dedicated Hybrid Transmission), permitindo que o veículo trafegue predominantemente com tração dianteira elétrica em situações específicas, enquanto o motor térmico atua ora gerando energia, ora tracionando as rodas.

Equipado com uma bateria de 1,83 kWh que dispensa recarga em tomadas por se tratar de um sistema HEV, o modelo recupera eletricidade nas desacelerações e através do funcionamento do motor a combustão. Os dados de consumo obtidos na homologação chinesa apontam para uma marca de 19,2 km/l em ciclo rodoviário, utilizando um tanque com capacidade para 51 litros. Para a variante destinada ao Brasil, a principal novidade mecânica será a adaptação para a tecnologia flex, o que normalmente impacta os índices de consumo.

Opção 100% elétrica e interior

Para a configuração movida exclusivamente a eletricidade, o Omoda 4 aposta em um propulsor dianteiro de 218 cv e 28 kgfm de torque. São disponibilizadas duas capacidades de bateria: a primeira possui 50,6 kWh e garante cerca de 400 km de alcance, enquanto a segunda conta com 65 kWh, elevando a autonomia declarada para até 470 km, conforme os parâmetros do ciclo WLTP. Com a bateria de maior capacidade, o peso do veículo chega a aproximadamente 1.760 kg, superando o híbrido em cerca de 250 kg, embora mantenha como diferencial a presença de um compartimento de carga dianteiro, o chamado “frontamala”.

No que diz respeito à habitabilidade, a distância entre-eixos de 2,70 metros resulta em excelente espaço para as pernas na fileira traseira, complementada por um assoalho plano. Por outro lado, o assento posterior posiciona-se próximo ao piso e possui largura restrita, ao passo que o porta-malas oferece capacidade de 346 litros, tendo parte do assoalho ocupada por componentes da bateria. O painel exibe um cluster digital compacto combinado a uma tela multimídia vertical de 13,2 polegadas, acompanhados de teto panorâmico, carregador de smartphone por indução e ar-condicionado automático de duas zonas.

A gama de assistentes de condução inclui itens como frenagem automática de emergência, controle de cruzeiro adaptativo, assistente de permanência em faixa e monitoramento de pontos cegos. Embora a configuração exata para o território brasileiro permaneça em aberto, a estratégia comercial da marca deve seguir o padrão já adotado com as versões Luxury, de entrada, e Prestige, topo de linha, sendo esta última marcada pela incorporação de tecnologias avançadas de assistência ao motorista.