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Brasil

Maior ponte paulista ganha duplicação bilionária e foco em ciclistas

Estrutura sobre o Rio Tietê recebeu aportes milionários para desafogar o tráfego regional e integrar modais de transporte.

Maior ponte de SP vai ganhar irmã gêmea de 2,4 km: obra de R$ 389 milhões está 98% concluída

A duplicação da Ponte Engenheiro Gilberto Paim Pamplona, considerada a maior estrutura do tipo em território paulista, atingiu a marca de 98% de execução e tem entrega programada para ocorrer ainda em 2026.

Estrutura robusta sobre o Rio Tietê

Com uma extensão de 2,4 quilômetros, a nova pista atravessa o Rio Tietê para conectar os municípios de Novo Horizonte e Pongaí. O projeto compreende a implantação de duas faixas de rolamento, sendo sustentada por 124 estacas, das quais 112 foram cravadas diretamente dentro do leito fluvial.

A responsabilidade pela execução dos trabalhos é da Entrevias Concessionária de Rodovias. As intervenções ocorrem no sentido leste da SP-333, conhecida como Rodovia Dr. Mário Gentil, abrangendo o trecho situado entre os quilômetros 229,960 e 232,400.

Investimento e impactos na economia local

Para viabilizar a obra, foram alocados R$ 353,9 milhões, integrando as diretrizes do Programa de Concessão de Rodovias do Estado de São Paulo. A iniciativa tem como principal objetivo sanar gargalos logísticos na região e otimizar o escoamento da produção industrial e agrícola.

Dados da Agência SP, em conjunto com a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), indicam que mais de 1,3 milhão de veículos transitaram pelo local durante o ano de 2024.

Nova função para a travessia original

Quando a duplicação for totalmente finalizada, a estrutura original passará por um processo de revitalização e ganhará uma finalidade exclusiva para pedestres e ciclistas, contando com melhorias na segurança e na iluminação.

Inaugurada em março de 1975, a Ponte Engenheiro Gilberto Paim Pamplona consolidou-se como um eixo estratégico para a mobilidade da região centro-oeste paulista. Além do fluxo rodoviário, a localização da travessia desempenha um papel fundamental na integração de modais, fazendo a conexão direta com a Hidrovia Tietê-Paraná, o principal canal de transporte hidroviário de cargas do estado.