Jay-Z no Super Bowl: relembre os shows mais icônicos da NFL
A NFL oficializou que o rapper Jay-Z, de 56 anos, será a grande estrela musical do Super Bowl LXI, marcado para o dia 14 de fevereiro de 2027. Celebrando mais de três décadas de uma carreira repleta de sucessos, o músico assume um dos palcos mais cobiçados do planeta, dando sequência a uma tradição de espetáculos grandiosos que revolucionaram o entretenimento esportivo.
Os espetáculos que redefiniram o evento esportivo
Nem sempre o intervalo da grande final do futebol americano teve o peso cultural que ostenta hoje. A virada de chave definitiva aconteceu em 1993, no Super Bowl XXVII, quando Michael Jackson comandou uma performance enérgica vista pelo mundo inteiro. Na ocasião, o Rei do Pop enfileirou clássicos como “Jam”, “Billie Jean”, “Black or White”, além de entoar “We Are the World” e “Heal the World” acompanhado por um coral infantil.
Anos depois, outro momento histórico envolveu o U2 no Super Bowl XXXVI, realizado em 2002. A banda irlandesa assumiu a missão de homenagear as vítimas dos atentados de 11 de setembro com uma performance comovente de “Beautiful Day” e “MLK”, enquanto os nomes dos mortos eram projetados no estádio. Ao encerrar com “Where the Streets Have No Name”, Bono Vox exibiu o interior de sua jaqueta estampado com a bandeira dos Estados Unidos.
Em 2007, durante o Super Bowl XLI, foi a vez de Prince cravar seu nome com uma das apresentações mais aclamadas da história da música. Enfrentando uma tempestade real sobre o gramado, o artista cantou faixas como “Let’s Go Crazy”, “Proud Mary” e covers de peso, finalizando a noite com uma execução épica de “Purple Rain” debaixo de chuva torrencial.
Divas da música pop e performances eletrizantes
O palco da decisão também consagrou algumas das maiores mulheres da indústria musical. Em 2012, no Super Bowl XLVI, Madonna levou um clima apoteótico com “Vogue”, participações de LMFAO, Nicki Minaj e Cee-Lo Green, além de encerrar com “Like a Prayer” pedindo paz mundial — apresentação que repercutiu também pelo gesto polêmico de M.I.A., que mostrou o dedo do meio para a câmera ao vivo.
No ano seguinte, Beyoncé dominou o Super Bowl XLVII com um show eletrizante, reunindo hits solo como “Crazy in Love” e promovendo o aguardado reencontro do Destiny’s Child com Kelly Rowland e Michelle Williams para cantar “Single Ladies” e outros sucessos do trio, antes de arrematar com “Halo”.
Já em 2017, durante o Super Bowl LI, Lady Gaga iniciou sua performance pulando diretamente do teto do estádio. Mesmo em meio à divulgação do intimista álbum “Joanne”, ela levantou o público com mega sucessos dançantes, incluindo “Poker Face”, “Born This Way” e “Bad Romance”.
Mais recentemente, no Super Bowl LVII de 2023, Rihanna transformou o gramado em uma passarela suspensa, desfilando sucessos como “Umbrella”, “Diamonds” e “Work”, e aproveitou os holofotes mundiais para revelar publicamente sua gravidez com o rapper A$AP Rocky.
Encontros de gerações, rap e a força do rock
Colaborações históricas marcaram edições memoráveis do torneio. Em 2001, o Super Bowl XXXV promoveu uma mistura explosiva entre rock e pop com Aerosmith, Britney Spears, NSYNC, Nelly e Mary J. Blige, dividindo os vocais de clássicos como “Walk This Way”.
Os fãs de guitarras também vibraram no Super Bowl XLIII, em 2009, quando Bruce Springsteen & The E Street Band entregaram pura energia com “Born to Run” e “Glory Days” — performance lembrada até hoje pelo momento em que o cantor escorregou de joelhos e colidiu diretamente com uma das câmeras.
A força da cultura hip-hop explodiu no Super Bowl LVI, em 2022, reunindo no mesmo palco Dr. Dre, Snoop Dogg, Eminem, Mary J. Blige, 50 Cent e Kendrick Lamar. O concerto celebrou o gênero e ficou marcado também pelo gesto de Eminem, que se ajoelhou no gramado em alusão aos protestos contra o racismo iniciados por Colin Kaepernick.
A representatividade latina nos gramados
A cultura hispânica foi celebrada em grande estilo no Super Bowl LIV, em 2020, quando Shakira e Jennifer Lopez dividiram as atenções. Com danças caribenhas, solos de guitarra, pole dance e aparições de Bad Bunny e J Balvin, a dupla finalizou o show ao lado de Emme Muñiz entoando “Let’s Get Loud”.
O próprio Bad Bunny protagonizou um momento de forte posicionamento no Super Bowl LX, em 2026. Conduzindo uma apresentação inteiramente em espanhol para exaltar a comunidade trabalhadora latina e as raízes caribenhas, o artista recebeu participações especiais de Lady Gaga e Ricky Martin.
Com esse histórico de espetáculos monumentais que transcendem o esporte, a expectativa para a estreia de Jay-Z em 2027 reforça o Halftime Show como a maior vitrine da cultura pop global.



