FBI culpa Coreia do Norte por roubo de US$ 6,3 bi na Binance
O FBI confirmou que cibercriminosos ligados ao regime da Coreia do Norte foram os responsáveis pela invasão à Binance, que resultou no desvio de US$ 6,3 bilhões em criptoativos. O episódio, classificado como a maior ofensiva hacker já registrada no setor financeiro digital, ocorreu de maneira relâmpago, com a drenagem dos fundos concluída em poucos minutos.
Ação coordenada pelo grupo TraderTraitor
De acordo com os investigadores da agência norte-americana, a invasão foi executada pela célula criminosa conhecida como TraderTraitor. O mesmo coletivo já havia sido apontado pelas autoridades como autor do roubo de US$ 1,5 bilhão contra a corretora Bybit no ano passado.
Para conter o avanço dos criminosos, o órgão de segurança solicitou que plataformas de negociação e empresas especializadas em rastreamento na blockchain congelem qualquer transação vinculada às carteiras digitais identificadas na ação. O objetivo imediato é impedir a ocultação e a lavagem do montante bilionário.
Rotas de conversão e pulverização dos fundos
As análises preliminares indicam que os invasores converteram a maior parte dos ativos roubados para a rede Ethereum. A expectativa das autoridades é de que o grupo tente lavar o capital por meio de protocolos de finanças descentralizadas (DeFi) e ferramentas de troca rápida de moedas virtuais.
Segundo a avaliação de Ari Redbord, diretor de políticas públicas da empresa de análise de blockchain TRM Labs, os hackers devem fragmentar o patrimônio em quantias reduzidas para movimentá-las gradualmente em corretoras com menor controle regulatório. Trata-se de uma estratégia complexa que costuma se estender por meses.
Resposta da Binance e proteção aos usuários
Apesar das proporções inéditas do golpe, a Binance comunicou que dispõe de reservas suficientes nas mesmas moedas subtraídas para suprir 90% do montante desviado. A empresa garantiu que todos os clientes prejudicados pela violação de segurança serão integralmente restituídos.



