Democratas conquistam controle do congresso dos eua nas midterms de 2026
O partido aproveitou a impopularidade de trump para garantir vitórias históricas em redutos republicanos e virar o senado e a câmara.

O Partido Democrata deve conquistar o controle tanto da Câmara quanto do Senado dos EUA nas eleições de Meio de Mandato de 2026, em uma vitória histórica, segundo projeções.
Impacto nacional e economia Os democratas capitalizaram a impopularidade histórica do presidente Donald Trump para obter uma vitória expressiva, garantindo um poder significativo para conter ações do presidente e sua administração durante os dois anos finais de seu mandato. Para alcançar a maioria, o partido avançou em estados redutos da oposição, vencendo disputas em locais que não elegiam um democrata há décadas.
A conquista incluiu assentos na Carolina do Sul, estado vencido por Trump com margem expressiva em 2024, e no Texas, que não elegia um senador democrata desde 1988. Além disso, houve triunfo no Kansas, localidade sem representantes democratas na câmara alta desde 1932. Apenas duas vezes nos últimos cinquenta anos o controle de ambas as casas legislativas mudou simultaneamente em um mesmo ciclo eleitoral.
Pesquisas indicam que mais de seis em cada dez eleitores desaprovam a atual gestão, com dois terços apontando que as diretrizes econômicas pioraram o cenário financeiro do país. Fatores como inflação, tarifas alfandegárias e tensões geopolíticas impulsionaram a insatisfação popular.
Resultados estaduais e novos nomes No Texas, o deputado estadual James Talarico superou o procurador-geral Ken Paxton. O parlamentar tornou-se o primeiro democrata eleito para o Senado pelo estado em 38 anos. Na Carolina do Norte, o ex-governador Roy Cooper derrotou Michael Whatley, garantindo a vaga após o anúncio de que Thom Tillis deixaria o cargo. Já na Carolina do Sul, a pediatra Annie Andrews venceu a senadora Darline Graham, quebrando um jejum de quase trinta anos para a legenda.
Outros estados mantiveram ou renovaram cadeiras importantes. John Hickenlooper garantiu mais um mandato no Colorado, enquanto Jon Ossoff foi reeleito na Geórgia. Nomes como Ed Markey, em Massachusetts, Chris Coons, em Delaware, Cory Booker, em Nova Jersey, e Jack Reed, em Rhode Island, também asseguraram a permanência no legislativo. Na Virgínia, Mark Warner conquistou novo mandato e criticou duramente o chefe do executivo, classificando o conflito no Irã como uma “guerra por escolha” do presidente Donald Trump.
Por outro lado, os republicanos mantiveram posições estratégicas com vitórias de Ashley Moody na Flórida, Shelley Moore Capito na Virgínia Ocidental, Kevin Hern em Oklahoma, Andy Barr no Kentucky e Harriet Hageman no Wyoming.
Perspectivas para o governo Com o novo panorama legislativo, a oposição ganha força para fiscalizar ações governamentais e barrar indicações judiciais. Contudo, a exigência de quórum qualificado e o poder de veto presidencial mantêm barreiras para a aprovação de pautas prioritárias da nova maioria.



