Caso beatriz: polícia conclui inquérito e indicia casal por morte em minas gerais
Ex-namorado da vítima e a atual parceira responderão por feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual após emboscada.

A Polícia Civil de Minas Gerais finalizou, na última quinta-feira (5), a investigação sobre o assassinato de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, que foi vítima de uma emboscada em Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Detalhes da conclusão do inquérito policial Com o encerramento das apurações, as autoridades decidiram indiciar o ex-namorado da vítima, Samuel Castro de Melo, de 18 anos, e a atual namorada dele, Carla Luiza da Silva, de 23 anos. Os dois vão responder por feminicídio, ocultação de cadáver, corrupção de menores e fraude processual, sendo que a mulher também foi responsabilizada por furto qualificado. A vítima havia desaparecido por duas semanas antes de ser achada em uma cova na zona rural do município em 21 de outubro.
Novas revelações da perícia e depoimento-chave O laudo pericial apontou que a jovem teve os braços imobilizados com arames e sofreu ataques com soda cáustica ainda com vida, chegando a ingerir o material altamente tóxico. O caso começou a ser desvendado após a polícia localizar uma adolescente de 15 anos que presenciou a ação e indicou o local exato da cova onde o corpo foi enterrado.
Posicionamento da defesa dos investigados Procurado pela Itatiaia, o advogado Dracon Cavalcante, que representa Samuel, afirmou: “Nós estamos esperando porque o juiz abriu vista, voltou o processo para a delegacia para o delegado elaborar o relatório circunstancial para poder completar o inquérito. Sim, eles foram indiciados, sim. Já era esperado. Mas eu gostaria muito — porque o juiz de Jaboticatubas colocou eles em um barco só — eu queria muito que eles individualizassem o que cada um fez. E é isso que a defesa vai fazer. Assim que a gente tiver a liberação, depois do relatório circunstancial do delegado e de toda a investigação nós vamos sim investigar, vamos abrir para analisar o que foi colocado contra o Samuel e nós vamos debater em cima disso”. A defesa de Carla Luiza não retornou aos contatos da reportagem.
Imagens e andamento do processo Imagens obtidas durante a investigação mostram a suspeita selecionando recipientes do produto químico em um estabelecimento comercial, itens que teriam sido furtados para acelerar a decomposição da vítima. O processo segue agora para os trâmites do Ministério Público e do Poder Judiciário.


