02/11/2026

1000x250
previous arrow
next arrow

Tarcísio recebe apoio de aliados em SP após críticas da direita

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), recebeu uma onda de manifestações de apoio de aliados políticos nas redes sociais no sábado (31), em meio às duras críticas que passou a enfrentar de setores da direita após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Mobilização de aliados no estado Ao longo do dia, deputados estaduais, integrantes do governo paulista e lideranças políticas publicaram homenagens e mensagens exaltando o trabalho de Tarcísio à frente do estado. As publicações foram compartilhadas pelo próprio governador em seus perfis nas redes sociais. Entre os nomes que participaram da mobilização estão o presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) , André do Prado (PL), o secretário-chefe da Casa Militar, coronel Henguel Ricardo Pereira, o deputado estadual Capitão Telhadinha (PP) e o secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves. A movimentação é vista por integrantes do entorno do governador como uma demonstração de apoio político em um momento de desgaste com alas mais radicais do bolsonarismo.

Reações e ataques do bolsonarismo Tarcísio passou a ser alvo de ataques de setores do bolsonarismo depois de defender publicamente o reconhecimento do resultado das eleições presidenciais. Em vídeo divulgado na terça-feira (27), o governador afirmou que a disputa eleitoral havia terminado e que o país precisava olhar para o futuro, em uma manifestação feita após a derrota de Flávio Bolsonaro e em meio à repercussão sobre a saída do senador do Brasil. Nos dias seguintes, Tarcísio também admitiu, em entrevistas, a possibilidade de disputar a Presidência da República em 2030. As declarações provocaram reações negativas de apoiadores mais radicais de Jair Bolsonaro, que passaram a chamar o governador de “traidor” nas redes sociais. O desgaste ocorre apesar do envolvimento de Tarcísio na campanha presidencial de Flávio.

Histórico das eleições e campanha Reeleito governador de São Paulo no primeiro turno, com 14.491.874 votos, o equivalente a 62,65% dos votos válidos, Tarcísio dedicou praticamente todo o período entre os dois turnos à campanha do aliado. O governador participou de agendas em diferentes estados, esteve ao lado de Flávio em eventos públicos e coordenou ações de mobilização eleitoral em São Paulo. Na véspera do segundo turno, Tarcísio afirmou que mais de 100 eventos haviam sido organizados em território paulista para impulsionar a candidatura presidencial. A mobilização, no entanto, não foi suficiente para garantir a vitória de Flávio Bolsonaro. Durante a campanha, em evento no clube Monte Líbano, na capital paulista, Flávio afirmou que Tarcísio tinha a expectativa de ser o candidato do bolsonarismo à Presidência em 2026, relatando que a decisão de lançar seu nome foi tomada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Silêncio de Ricardo Nunes e Derrite O silêncio de aliados importantes, no entanto, também chamou atenção. Até o período observado no sábado (31), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o senador eleito Guilherme Derrite (PP), que estiveram ao lado de Tarcísio durante a campanha eleitoral, não haviam feito publicações semelhantes em defesa do governador. A ausência de manifestações ocorre em um momento de rearranjo político da direita após a derrota presidencial e a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. A relação entre Nunes e Tarcísio ganhou novos contornos diante de um pedido de impeachment na Câmara Municipal de São Paulo, enquanto o silêncio de Derrite também repercute pelo papel desempenhado na formulação de propostas de segurança pública.