Alcolumbre rebate oposição e defende confiabilidade das urnas eletrônicas
Presidente do Senado apontou contradição em questionamentos sobre o pleito presidencial durante sessão plenária.

Durante uma sessão plenária realizada nesta quarta-feira (4) no Senado Federal, o presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), rebateu contestações feitas por parlamentares da oposição em relação à lisura do segundo turno das eleições presidenciais. O dirigente enfatizou que a segurança e a precisão do sistema de votação não haviam sido postas em dúvida pelos aliados políticos durante a apuração da primeira etapa do pleito.
Contradição nos questionamentos eleitorais
O parlamentar chamou a atenção para a incoerência daqueles que aceitam os dados da fase inicial, mas desacreditam o desfecho da disputa. Conforme o chefe do Legislativo, a mesma tecnologia foi validada no momento em que dezenas de parlamentares e aliados conquistaram cargos de destaque pelo país.
“No primeiro turno, a urna eletrônica serviu. No primeiro turno, a mesma urna eletrônica, que tem 30 anos de uso, serviu para eleger 120 deputados federais do partido do candidato que perdeu a eleição presidencial. Essa mesma urna serviu para eleger mais de vinte senadores e para comemorar, no primeiro turno, a votação expressiva do adversário do presidente Lula — que venceu por mais de 2 milhões de votos naquela etapa. No segundo turno, porém, a urna já não prestava mais”, declarou o presidente do Senado.
Críticas ao aumento de votos e apelo por debate nacional
O senador também ironizou a falta de consistência nos argumentos apresentados pelos críticos do sistema, ressaltando o crescimento natural no comparecimento dos eleitores entre uma fase e outra da votação.
“Não encontrei uma pessoa para dizer que estava errado desde o início; queria ver alguém afirmar que deu errado apenas no segundo turno. Ninguém explica: o total de votos subiu 10 ou 12 milhões e a urna era exatamente a mesma”, afirmou.
Por fim, o chefe do Senado fez um apelo para que a tribuna seja utilizada com foco no desenvolvimento do país e no atendimento às demandas essenciais da sociedade brasileira, cobrando maturidade política dos congressistas.
“Que todos nós assumamos o compromisso de trazer o debate para um senso razoável de país. Peço que usemos estes microfones para discutir o que queremos para as próximas gerações e o que pretendemos fazer para melhorar a saúde da população brasileira”, concluiu.


