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Brasil

Chilena processa médico após ser obrigada a levar gestação até o fim

Paciente enfrentou barreiras para realizar interrupção legal da gravidez por inviabilidade fetal no país

A chilena obrigada a esperar que sua filha morresse no ventre: 'Você se sente como se fosse um carrasco'

Catalina Pizarro decidiu processar um médico após enfrentar obstáculos para realizar um aborto por inviabilidade fetal, procedimento que é permitido por lei no Chile. A descoberta sobre o grave quadro médico de sua filha ocorreu logo na 11ª semana de gestação.

A luta pelo direito ao procedimento Apesar de a legislação chilena amparar a interrupção da gravidez em situações nas quais o feto não tem condições de sobreviver fora do útero, a paciente relatou que encontrou barreiras diretas impostas pelo profissional de saúde, o que impediu o acesso ao direito garantido.

O impacto emocional da gestação interrompida A situação de vulnerabilidade e a obrigação de prosseguir com uma gravidez sem prognóstico de vida geraram marcas profundas. Sobre o período em que precisou aguardar o desfecho da gestação, Catalina declarou: “Você se sente como se fosse um carrasco”.

Consequências judiciais e o debate no país O processo movido por Catalina Pizarro busca responsabilizar o médico que, segundo a acusação, obstruiu deliberadamente o acesso ao procedimento legal, reabrindo o debate sobre os desafios reais que as mulheres enfrentam na aplicação das leis de saúde reprodutiva.