22/10/2026

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Disputa por mansão em ilha de Angra dos Reis escala entre advogado e Richarlison

O embate pela posse de uma mansão localizada em uma ilha em Angra dos Reis, no litoral fluminense, ganhou novos capítulos após declarações públicas de ambas as partes envolvidas no caso.

Entenda o conflito imobiliário no litoral do Rio de Janeiro O advogado Willer Tomaz, ligado ao cenário político nacional, rebateu publicamente as acusações feitas pelo atacante Richarlison e apresentou documentações para sustentar a legalidade da aquisição do patrimônio.

Argumentos da defesa e registros oficiais Segundo a defesa, a compra foi realizada de forma regular junto à empresa proprietária histórica do terreno desde a década de 1980. O jurista afirmou que os papéis apresentados pelo atleta comprovam apenas a transação com terceiros sem legitimidade jurídica.

“Você mostrou os papéis que possui, e todos foram verificados pela Justiça. Eles provam uma coisa só: você comprou a ilha de invasores. Olha seu contrato: quem te vendeu não era o dono, era o posseiro, e o papel diz que o vendedor ‘se declara possuidor’”, declarou o advogado pelas redes sociais.

Questionamentos sobre a titularidade da área O representante legal também enfatizou a ausência do nome do jogador em cadastros fundamentais de órgãos federais.

“Dono de verdade tem escritura, tem registro em cartório, tem nome na SPU. Isso você não mostrou. Por quê? Porque você não tem. A dona, a empresa que tinha a ilha no nome desde 1986, não recebeu um centavo seu, e foi dela que eu comprei. Mas eu comprei com escritura pública, com registro da escritura no cartório, com certidão da SPU em meu nome”, pontuou.

Versão da defesa do atleta e contraponto judicial Por outro lado, o agente do atleta, Oswaldo Botrel, sustentou que o negócio foi firmado diretamente com os primeiros posseiros. Em publicações na internet, o jogador alegou ter investido uma quantia expressiva na propriedade e acusou figuras políticas de interferência indevida.

“Flávio e o tal Willer Tomaz pegaram em 24h a posse da ilha na mão grande e sem gastar um tostão porque eu não quis vender”, afirmou o atacante, mencionando também o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro (PL) na situação.

O advogado retrucou as acusações apontando derrotas da equipe jurídica adversária nas instâncias judiciais e classificou a movimentação do atleta como oportunismo político.

“Flávio nunca vendeu, nunca comprou, nunca foi parte de nada disso. Quem comprou foi a minha empresa (…). Mas você mandou mensagem para um senador em ano de eleição pedindo dinheiro e avisando que a galera vai aproveitar. Isso tem nome: oportunismo com data marcada”, concluiu o jurista.

Desdobramentos e investigações paralelas O caso também chamou a atenção de entidades da sociedade civil. O grupo Derrubando Muros formalizou um pedido ao Ministério Público para apurar possíveis irregularidades na transação imobiliária e o envolvimento de agentes públicos.

“O objeto é a grilagem, mas esse caso ocorreu no último ano de Jair Bolsonaro na Presidência. É preciso apurar se ele usou a posição de filho”, destacou o sociólogo José César Martins, coordenador da iniciativa.