Renato Gaúcho defende auxiliar, reforça aliança com Bolsonaro e promete apoio em futura eleição
Após o empate entre Grêmio e Internacional, o técnico Renato Gaúcho utilizou a entrevista coletiva para sair em defesa de seu auxiliar, Alexandre Mendes. O profissional havia sido detido em Porto Alegre sob a acusação de descumprir uma medida protetiva, mas teve a prisão revogada após um pedido formal da defesa.
Defesa do auxiliar e críticas à imprensa
O comandante gremista criticou duramente a forma como o colega de comissão técnica foi tratado pelos meios de comunicação, afirmando que ele foi “massacrado” injustamente antes de a inocência ser comprovada pelas autoridades competentes.
“A gente vive em um país que é o seguinte: antes se atira e depois perguntam se é inocente ou culpado. Então, teve colega de vocês, colegas de profissão, que massacraram o Alexandre Mendes. Sou a favor do cara que bate na mulher ser preso, sou totalmente a favor. O dia que ele fizer isso ele não vai mais trabalhar comigo. Mas é a sétima vez que acusam o cara e ele é inocente”, declarou Renato Gaúcho.
O treinador continuou as críticas direcionadas aos jornalistas e relacionou o episódio à sua própria postura pública:
“A imprensa tem que parar de dar cinco minutos de fama para quem não deve dar. Aí, no dia seguinte, o próprio Ministério Público viu que ele era inocente, teve um erro. E vocês devem saber da verdadeira história. Só que alguns colegas seus foram com uma sede monstra para condenar o cara. Por que não tiveram essa sede para inocentar ele agora? Gozado isso. Eu não deveria falar isso, mas é por isso que sou Bolsonaro”, prosseguiu.
Aliança política e promessa para o futuro
Conhecido por seu alinhamento político com a direita, o técnico já havia manifestado apoio público ao governo anterior em diversas ocasiões, destacando os desafios enfrentados pela gestão passada durante o período de pandemia e conflitos internacionais.
“No momento que eu sou uma pessoa pública e venho a público e falar e me manifesto a favor do Bolsonaro, é porque eu gosto do cara, eu acho que, no momento, era o presidente para o Brasil, por tudo que ele fez nesses últimos 4 anos, com pandemia, com guerra, entendeu? Sou Bolsonaro e ponto final”, externou Renato Gaúcho, no canal Cara a Tapa, no YouTube.
O comandante também garantiu que pretende manter sua posição inabalável, independentemente de críticas externas, e prometeu atuar ativamente caso o ex-presidente volte a concorrer a cargos públicos:
“Quem não gostar, azar, o problema é dele, problema é dele, problema é dele. Eu vou morrer jogando as minhas fichas no Bolsonaro. E se voltar, eu vou ajudar ele na campanha para que ele possa voltar a ser presidente um dia. Porque eu gosto do cara e ponto final”, concluiu.



