12/10/2026

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Vandalismo e depredação marcam dispersão de ato político em São Paulo

Manifestantes depredaram e picharam acessos do transporte público na Avenida Paulista logo após o encerramento de um ato político realizado na capital paulista neste domingo (11).

Estações de metrô alvos de depredação

Registros feitos a partir de um prédio comercial na região mostraram que as estações Consolação e Trianon-Masp foram os principais alvos dos atos de vandalismo durante o momento de dispersão da multidão.

De acordo com relatos repassados à Polícia Militar, as portas e grades de acesso da estação Consolação sofreram destruição. Simultaneamente, a estrutura da estação Trianon-Masp registrou pichações e ocupação por parte de pessoas que subiram nas entradas.

Esquema especial de segurança no transporte

A alta concentração de público e os incidentes forçaram o Metrô de São Paulo a adotar um plano especial de controle de multidões, estratégia comumente aplicada em grandes eventos como o Réveillon.

A estação Trianon-Masp, pertencente à Linha 2-Verde, teve que ser fechada temporariamente por motivos de segurança, direcionando os passageiros para as paradas vizinhas de Consolação e Brigadeiro. O sistema também contou com reforço de trens e de funcionários.

Por sua vez, a ViaMobilidade precisou gerenciar o fluxo nas estações Paulista e Higienópolis-Mackenzie, bloqueando provisoriamente o acesso Bela Cintra. A concessionária utilizou controle por bolsões, bilhmetagem manual e equipes táticas em parceria com a Polícia Militar.

Repercussão política e cobranças

Os episódios de depredação geraram reações imediatas entre políticos da oposição, que questionaram o tratamento dado pelas autoridades aos danos causados na via pública.

O senador eleito por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL), manifestou-se nas redes sociais sobre a disparidade percebida em relação a outros episódios políticos do país.

“Na manifestação pró-Lula na Paulista, pichações e depredações são tratadas como vandalismo. No 8 de janeiro, acusações de terrorismo, condenações severas, pessoas ainda presas e famílias devastadas. E agora? O mesmo rigor será aplicado ou a Justiça tem critérios diferentes conforme o lado político?”, disse Carlos no X.

Na mesma linha, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também utilizou as redes sociais para comentar os episódios registrados na capital paulista.

“Esses são os eleitores do Lula. Nunca foi tão fácil escolher um lado”, afirmou.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo foi acionada para fornecer um balanço oficial das ocorrências e detalhar o andamento das investigações sobre os responsáveis pelos danos, mas ainda não enviou resposta.