TRE de Sergipe manda frota de ônibus voltar ao normal no domingo de eleição
O Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe ordenou o restabelecimento imediato da frota de ônibus em território sergipano, respondendo a reclamações de eleitores sobre longas filas e diminuição na circulação de coletivos neste domingo (25) de votação.
Determinacao da Justica Eleitoral Com a determinação da desembargadora Ana Bernadete Leite de Carvalho Andrade, a Cooperativa de Transporte Alternativo de Passageiros do Estado de Sergipe precisa garantir a disponibilidade de transporte público em todas as localidades do estado, mantendo quantidade e horários equivalentes aos praticados em dias úteis.
A determinação estabeleceu o limite de uma hora para o cumprimento, após a notificação oficial. O comunicado foi emitido pouco antes das 14h do mesmo domingo, reforçando que o serviço precisa ser prestado de maneira gratuita, sem qualquer diferenciação entre os votantes e sem veiculação de propaganda política.
Denuncias e Impacto nas Cidades A atuação da Justiça Eleitoral teve início após uma representação apresentada pela Federação Brasil Esperança, integrada por PT, PCdoB e PV no estado. O bloco partidário apontou uma queda expressiva na oferta de coletivos tanto na capital Aracaju quanto em cidades do interior, acusando a cooperativa de omitir veículos em várias regiões.
De acordo com o grupo político, a quantidade de conduções disponibilizadas era claramente insuficiente, prejudicando o deslocamento em território estadual e provocando acúmulo de pessoas nos terminais rodoviários da capital.
Reacao da Populacao e Contexto Nacional Durante o período da manhã e início da tarde, cidadãos gravaram registros em vídeo de terminais lotados e divulgaram as imagens na internet. No Terminal Rodoviário Gov. José Rollemberg Leite, uma passageira relatou que estava desde cedo tentando embarcar e fez imagens da lotação do local.
Diante do cenário de escassez, habitantes iniciaram uma mobilização por meio de redes de carona solidária para viabilizar o deslocamento dos cidadãos até os locais de votação. O tema também gerou disputas judiciais em outras unidades da federação, a exemplo da Bahia, onde o tribunal regional determinou a operação integral da frota de ônibus na capital soteropolitana.



