19/10/2026

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Eleições no Brasil: fatos marcantes que abalaram o segundo turno

A última semana de uma eleição presidencial costuma ser decisiva, reunindo debates acalorados, denúncias bombásticas, decisões judiciais e episódios inesperados que dominam o noticiário até o dia da votação, quando os brasileiros definem o novo chefe do Executivo.

Fatos históricos na reta final Ao longo da história recente do Brasil, acontecimentos registrados nos dias que antecederam o segundo turno provocaram intensas controvérsias, mobilizaram o poder judiciário e se tornaram marcantes na memória das disputas pelo Palácio do Planalto, alterando rumos e influenciando a opinião pública.

De acusações exibidas no horário eleitoral gratuito em 1989 — durante o primeiro pleito direto após a redemocratização — até a perseguição armada protagonizada pela ex-deputada Carla Zambelli na véspera do pleito de 2022, diversos eventos ajudam a recontar momentos cruciais das campanhas políticas.

O caso Collor versus Lula em 1989 Na primeira eleição direta após a ditadura militar, Fernando Collor e Luiz Inácio Lula da Silva disputaram o segundo turno em dezembro de 1989. Na reta final, a campanha de Collor exibiu um depoimento da ex-companheira de Lula, Miriam Cordeiro, fazendo graves acusações contra o candidato petista.

Além disso, a edição do último debate transmitido pelas emissoras gerou forte polêmica. O telejornal da TV Globo foi acusado de favorecer Collor na seleção dos melhores momentos, o que levou o PT a recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral. A repercussão fez com que a emissora mudasse sua política para transmissões de debates políticos futuros.

Impacto da revista Veja em 2014 e ausência em 2018 Já em 2014, a dois dias do segundo turno entre Dilma Rousseff e Aécio Neves, uma reportagem de capa da revista Veja antecipou declarações do doleiro Alberto Youssef envolvendo a petista e o ex-presidente Lula no escândalo da Petrobras. A campanha de Dilma acionou a Justiça Eleitoral e garantiu direito de resposta publicado no dia da votação.

Em 2018, o confronto final entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad não ocorreu na televisão. Devido às limitações de saúde decorrentes do atentado a faca sofrido em Juiz de Fora meses antes, Bolsonaro não participou do último debate, resultando no cancelamento do encontro pela emissora.

Violência e armas em 2022 O pleito de 2022 foi marcado por episódios extremos envolvendo armas de fogo e aliados do então presidente Jair Bolsonaro. Em outubro, o ex-deputado Roberto Jefferson resistiu a uma ordem de prisão e atirou com um fuzil contra policiais federais no interior fluminense.

Dias depois, na véspera da votação, a ex-deputada Carla Zambelli sacou uma arma e perseguiu um homem após uma discussão política na capital paulista, gerando repercussão nacional negativa para a campanha governista às vésperas da vitória de Lula no segundo turno.

Conclusão dos momentos decisivos Esses episódios demonstram que os dias que antecedem a escolha do presidente vão muito além da propaganda tradicional. Denúncias judiciais, ausências em debates e atos de violência moldam a agenda pública e entram para a história política de um país marcado pela polarização.