Lula defende entrega de ministérios a partidos e cita governabilidade
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) justificou a divisão de cargos ministeriais entre diferentes legendas como uma estratégia indispensável para assegurar sustentação política no Congresso Nacional. O posicionamento foi compartilhado nesta quinta-feira (15) durante sabatina televisiva com os presidenciáveis que disputam o segundo turno das eleições de 2026.
Articulação e governabilidade
Questionado sobre os desafios de gerir o país diante de um parlamento potencialmente resistente, o chefe do Executivo refutou a tese de que a articulação com os parlamentares tenha falhado em sua gestão. O político enfatizou que a composição pluripartidária na Esplanada dos Ministérios é um requisito prático para a administração federal.
“E se não for assim, você não governa o país”, afirmou o presidente.
Força no parlamento e reformas
Para ilustrar a eficácia das alianças, o mandatário lembrou que o PT contava com bancadas reduzidas no início do mandato, somando 70 deputados federais entre os 513 membros da Câmara e apenas nove senadores na composição de 81 cadeiras do Senado Federal.
Mesmo com essa desvantagem numérica inicial, a gestão atual obteve êxito na chancela de 99% das matérias encaminhadas ao Poder Legislativo. Como prova desse rendimento, o líder do Executivo mencionou a votação da reforma tributária, texto que aguardava aval por cerca de quatro décadas.
Frente ampla ministerial
Excetuando o PL, o presidente pontuou que diversas siglas ideológicas integraram a administração federal ao longo do período.
“Todos os partidos, com exceção do PL, participaram do meu governo”, declarou.
Na lista de legendas que compõem a estrutura governamental, o chefe de Estado mencionou nominalmente o PP, o União Brasil, o PSD e o MDB. A rodada de conversas com os candidatos ao Palácio do Planalto segue nesta sexta-feira (16) com a participação de Flávio Bolsonaro (PL).



