26/10/2026

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Serviço secreto russo prende suspeitos de planejar ataque com drones

O FSB, serviço de segurança da Rússia, anunciou nesta segunda-feira a prisão de dois homens suspeitos de integrar um plano de sabotagem com drones ucranianos. O alvo da operação frustrada incluía uma subestação elétrica e um componente essencial do sistema de defesa aérea da capital russa.

Contexto da investigação e recrutamento Conforme as informações divulgadas pelo órgão de segurança, os dois suspeitos seriam originários da região do Cáucaso do Sul e teriam atuado sob ordens diretas do Serviço de Segurança da Ucrânia, conhecido pela sigla SBU.

“Foi estabelecido que um dos suspeitos foi recrutado por um agente do SBU e, seguindo as instruções desse agente e em troca de uma recompensa financeira prometida, viajou para a Rússia para preparar e executar um ato de sabotagem e terrorismo. Para isso, recrutou a ajuda de um conhecido de seu círculo próximo”, afirmou o FSB.

Logística dos explosivos e equipamentos A investigação apontou que a dupla adquiriu artefatos explosivos e veículos aéreos não tripulados do tipo FPV — com visão em primeira pessoa — em duas localidades distintas dentro do território russo. Todo o material foi levado posteriormente para a região metropolitana de Moscou, onde os dispositivos foram devidamente configurados. A pilotagem dos equipamentos aconteceria de forma remota a partir do território ucraniano.

Prisão em flagrante A captura dos envolvidos ocorreu no momento exato em que finalizavam os preparativos para a ofensiva contra os alvos estratégicos na capital.

“Os suspeitos foram detidos por agentes do FSB enquanto se preparavam para realizar um ato terrorista contra uma instalação de infraestrutura elétrica e um dos principais componentes do sistema de defesa antimísseis de Moscou”, declarou o órgão.

Panorama do conflito atual Até o momento, representantes do SBU e o governo da Ucrânia não se pronunciaram sobre as acusações. O episódio ocorre em um momento de intensificação mútua de ataques aéreos de longo alcance, com Kiev ampliando as tentativas de atingir centros urbanos russos e Moscou redobrando as investidas contra o setor energético ucraniano.