Rússia atinge ponte em Kiev e líderes nórdicos conversam com Putin
A Rússia intensificou os bombardeios na Ucrânia e atingiu uma importante ponte rodoviária em Kiev durante a noturna, em uma ofensiva que mobilizou 16 mísseis balísticos e mais de 280 drones. O presidente ucraniano classificou a ação como uma grave escalada militar no país.
Ataques em massa e impacto na infraestrutura
O balanço oficial divulgado nesta terça-feira (27) aponta que o número de feridos em um campus universitário e arredores subiu para 12 pessoas, entre estudantes e funcionários. Enquanto equipes de socorro atuavam após o primeiro impacto, novos mísseis balísticos foram disparados contra o território ucraniano, atingindo setores de energia, logística e áreas urbanas.
“Tragicamente, houve vítimas e impactos em Kiev, inclusive na Ponte Sul”, escreveu o presidente Volodymyr Zelensky na rede social X, referindo-se à travessia sobre o rio Dnipro.
O mandatário ucraniano também destacou a extensão dos danos e criticou o fluxo de suprimentos militares ocidentais. “Uma grave escalada na operação da Rússia contra a nossa logística. Também houve ataques nas regiões de Kiev, Vinnytsia, Zaporizhzhia, Dnipro, Kharkiv, Odessa, Chernihiv, Sumy, Donetsk, Kherson e Chernivtsi.”
Diplomacia nórdica e diálogo direto com o Kremlin
Em paralelo aos ataques, a Finlândia e a Noruega romperam com uma prática de longa data da Europa Ocidental de evitar o isolamento diplomático e telefonaram diretamente para o presidente russo, Vladimir Putin, para cobrar o fim do conflito armado. A movimentação ocorreu em meio a mudanças na postura dos Estados Unidos sob a administração de Donald Trump.
O presidente finlandês, Alexander Stubb, e o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, conversaram com Putin e, posteriormente, com Zelensky para tentar influenciar o cenário diplomático na região.
“A discussão (com Putin) foi franca e substantiva. Somos países vizinhos da Rússia. O desfecho desta guerra terá um impacto direto na nossa segurança e na segurança da Europa como um todo. Encerrar a guerra exige discussões diretas”, afirmou Stubb em comunicado conjunto com Støre.
Posição do Kremlin e ausência de concessões
Apesar da investida dos líderes nórdicos, o governo russo manteve suas exigências centrais para o encerramento das hostilidades, culpando as potências ocidentais pelo prolongamento do confronto na Ucrânia.
“Enfatizou-se que alcançar uma paz justa e duradoura só é possível se os interesses legítimos da Federação Russa forem levados em conta de forma plena e incondicional”, declarou o Kremlin após o contato telefônico.
Enquanto a pressão diplomática busca abrir canais de negociação, o cenário no front continua marcado por intensa destruição e baixas civis em território ucraniano.



