28/10/2026

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Polícia apreende dois adolescentes por morte de engenheiro em Santos

A Polícia Civil de São Paulo apreendeu dois adolescentes suspeitos de envolvimento no assassinato do engenheiro ambiental e mestrando Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos. A vítima foi espancada e roubada após participar de um ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Santos, no litoral paulista. A confirmação foi feita pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).

Investigação policial

De acordo com a pasta de segurança estadual, o 4º Distrito Policial de Santos identificou um grupo formado por cinco adolescentes e dois adultos com suspeita de participação no latrocínio. Durante as diligências, as equipes policiais cumpriram mandados de busca e apreensão direcionados a dois dos menores de idade, enquanto as apurações seguem em andamento para localizar os demais envolvidos.

Dinâmica do crime

O ataque contra Marcelo ocorreu na madrugada de sábado, 24, logo após ele acompanhar uma apresentação da Banda Esquerdantina, na Avenida Conselheiro Nébias, perto do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro). Por volta das 3h, a vítima se afastou do grupo de amigos para ir ao banheiro e acabou sendo abordada pelos agressores, que o espancaram violentamente e levaram seus pertences antes de deixá-lo inconsciente.

Após o socorro inicial na Santa Casa de Santos, o engenheiro precisou ser transferido para o Hospital São Paulo, unidade universitária da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ele ficou internado em coma induzido, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu na tarde de segunda-feira, 26.

Transmissão ao vivo

Novos elementos sobre o caso vieram à tona com a divulgação de imagens que mostram os criminosos realizando uma transmissão ao vivo no momento da violência. Na gravação, um dos envolvidos exige a entrega do aparelho celular da vítima e profere ameaças antes de desferir um soco que derruba o engenheiro no chão, momento em que os bens são subtraídos.

Inicialmente tratado pelas autoridades como roubo seguido de lesão corporal grave, o inquérito policial foi reclassificado para latrocínio após a confirmação do óbito.

Em nota oficial, a Unifesp lamentou profundamente o falecimento do estudante, cobrando das autoridades a rápida identificação e a punição rigorosa dos responsáveis. A instituição de ensino destacou ainda que segue acompanhando os desdobramentos do caso e prestando o suporte necessário aos familiares da vítima.