22/10/2026

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Polícia desarticula quadrilha de falsos leilões que movimentou R$ 40 milhões

Uma investigação da Polícia Civil de Santa Catarina revelou que uma organização criminosa especializada em fraudes por meio de páginas virtuais falsas conseguiu movimentar cerca de R$ 40 milhões em um período de dois anos. Na última quarta-feira (21), uma ação integrada com as autoridades paulistas resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão e quatro ordens de busca e apreensão.

O modus operandi dos criminosos digitais

O esquema consistia na criação de portais na internet que imitavam plataformas oficiais e tradicionais de leilões, atraindo consumidores que buscavam adquirir veículos e diversos outros bens com supostas vantagens financeiras. As vítimas efetuavam as transferências e depósitos acreditando firmemente que estavam fechando negócios legítimos com os falsos leiloeiros.

Alvos e cumprimento de ordens judiciais

As diligências que resultaram nas prisões ocorreram em endereços situados na capital paulista e em Santo André, município localizado na região metropolitana de São Paulo. Paralelamente, agentes de segurança do estado de São Paulo executaram os mandados de busca em locais estratégicos nas zonas Sul e Oeste da cidade de São Paulo.

A ofensiva policial reuniu efetivos da 6ª Delegacia de Polícia de Joinville, unidade responsável por conduzir as investigações iniciais, além do Grupo de Operações Especiais de Santo André. Também integraram a operação o Grupo Armado de Repressão a Roubos e a Divisão de Capturas, órgãos vinculados ao Departamento de Operações Policiais Estratégicas da Polícia Civil paulista.

Apreensões e próximos passos da investigação

Nos locais alvos das buscas na capital paulista, os agentes recolheram dispositivos eletrônicos como celulares e notebooks, além de cartões de crédito e papéis importantes para o prosseguimento das apurações. Todo o material recolhido foi encaminhado à 1ª Delegacia de Capturas para a formalização dos trâmites legais cabíveis.

De acordo com o delegado Tom Blumer, do Garra, a integração entre as polícias civis permite cumprir medidas judiciais em diferentes localidades e reunir elementos para esclarecer os crimes e identificar os envolvidos.

O inquérito continuará sob a responsabilidade da Polícia Civil catarinense, que fará a análise pericial dos itens confiscados para rastrear a participação de outros possíveis integrantes da rede criminosa. Como medida preventiva, as forças de segurança reforçam o alerta para que a população redobre os cuidados, verifique minuciosamente a veracidade dos portais de leilão, confira a origem das ofertas e desconfie sempre de valores excessivamente abaixo da média de mercado.