Policiais que liberaram motorista de Porsche viram réus na Justiça
A Justiça Militar do Estado de São Paulo aceitou a denúncia e transformou em réus os policiais militares envolvidos na liberação do condutor do Porsche azul que provocou uma morte em março de 2024. Os agentes Daisy Aparecida Cardoso Romão e Thiago Silva Batista passaram a responder criminalmente por terem permitido que Fernando Sastre deixasse o local da batida sem passar pelo teste de bafômetro.
H2 Acidente fatal na capital paulista
A colisão provocada por Sastre envolveu outro automóvel e resultou na morte de Ornaldo da Silva Viana, que exercia a profissão de motorista de aplicativo.
De acordo com a acusação formal apresentada pelo Ministério Público, a dupla de agentes fardados incorreu em crimes de inobservância de lei, regulamento ou instrução, na modalidade de tolerância ao omitirem a realização do procedimento obrigatório de fiscalização de embriaguez.
H3 Andamento processual e histórico
Questionado sobre os desdobramentos judiciais, o órgão responsável esclareceu a situação por meio de nota oficial: “Quanto aos próximos atos processuais, estes serão praticados de acordo com o rito legal aplicável e com o regular andamento da ação penal”.
O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, atualmente com 24 anos, participou de uma festa open bar na Zona Leste de São Paulo antes de conduzir o veículo envolvido no choque letal ocorrido no dia 31 de março de 2024 contra o trabalhador Ornaldo da Silva Viana.
Em depoimentos prestados às autoridades policiais durante as investigações, o motorista negou o consumo de substâncias entorpecentes ou bebidas alcoólicas antes de assumir a direção. Segundo a versão apresentada por Sastre, ele teria perdido a consciência logo após o impacto da colisão e, ao recobrar os sentidos, encontrava-se deitado na via pública.
H2 Testemunhas relatam sinais de embriaguez
A dinâmica dos fatos contada por quem presenciou a ocorrência contraria a defesa do condutor do veículo de luxo. Uma testemunha ouvida no inquérito afirmou que parou seu próprio carro na cena do sinistro para prestar socorro imediato aos envolvidos.
No relato prestado aos investigadores, a testemunha destacou que Fernando exibia claros indícios de consumo excessivo de álcool, cambaleava ao andar e demonstrava total desorientação sobre a situação, além de emitir uma fala caracterizada por voz pastosa.
O mesmo depoimento apontou ainda que o período imediatamente posterior à batida foi marcado por bate-bocas generalizados e por investidas para retirar os ocupantes do automóvel esportivo da cena do crime antes da chegada das autoridades de trânsito e socorro médico.



