Pgr deve fatiar denúncias do caso master seguindo passos da polícia federal
A Procuradoria-Geral da República (PGR) tende a adotar o mesmo procedimento da Polícia Federal e fatiar o inquérito que investiga fraudes em operações ligadas ao Banco Master e ao BRB. A estratégia prevê a divisão das acusações por frentes específicas de investigação devido ao volume expressivo de suspeitos.
O analista de política Matheus Teixeira explicou durante o programa CNN 360º: “É uma investigação muito grande, que pega uma gama de pessoas gigantesca”.
Frentes de apuração do inquérito
O primeiro grupo a ser formalizado pela acusação oficial será o ligado ao BRB, que apresenta o andamento mais rápido nas apurações conduzidas pelas autoridades. A estimativa é que o prejuízo financeiro causado pela compra fraudulenta do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília ultrapasse a marca de R$ 10 bilhões.
Além dessa frente inicial, as autoridades preparam a abertura de um grupo voltado para investigar o envolvimento de parlamentares que mantinham ligações estreitas com o ex-banqueiro investigado.
Sobre este grupo, Teixeira destacou: “Senadores e deputados de oposição, de situação e de centro. Independentemente da ideologia, havia atores com relação com Daniel Vorcaro“.
Outros núcleos da investigação
O mapeamento da polícia ainda abrange outras frentes criminosas, incluindo um grupo especializado em intimidações e ameaças a opositores, que era comandado por Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário e falecido na prisão. Há também a identificação de um grupo de hackers especializado em invadir sistemas protegidos e portais de notícias.
O desdobramento das acusações seguirá uma linha cronológica definida pelas autoridades federais.
“A tendência é que a PGR inicie uma leva de denúncias pela questão do BRB e depois vá por partes denunciando os demais envolvidos”, completou Teixeira.
O avanço das investigações ocorre após a Polícia Federal indiciar, na última quarta-feira (29), o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e mais 13 investigados no processo que examina as irregularidades na transação entre as instituições financeiras.



