13/10/2026

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Papa Leão XIV passa por cirurgia para retirar parte de pulmão

O papa Leão XIV, de 71 anos, passou por uma cirurgia bem-sucedida nesta terça-feira (13) no Hospital Policlínico Gemelli, em Roma, para a remoção do lobo inferior do pulmão direito após ser diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar.

Recuperação e agenda

O procedimento cirúrgico durou cerca de 90 minutos, de acordo com os dados oficializados pelo Vaticano. O pontífice precisará permanecer internado por aproximadamente uma semana para se recuperar totalmente, tendo todos os seus compromissos públicos cancelados até o dia 20 de outubro. A condição foi descoberta em exames de rotina que indicaram um nódulo em estágio inicial e bem localizado, embora a confirmação da malignidade ainda exija avaliações complementares para definir os passos seguintes.

Entenda a doença

O adenocarcinoma pulmonar consiste em um tipo de câncer originado nas células glandulares dos pulmões, cuja função principal é a fabricação de substâncias como o muco. Integrante do grupo de tumores de não pequenas células, ele representa um dos subtipos mais frequentes da enfermidade. Costuma surgir nas regiões periféricas do órgão e pode evoluir de maneira silenciosa nas etapas iniciais, sendo descoberto frequentemente de forma incidental.

Fatores de risco e sinais de alerta

Embora o fumo seja um elemento determinante, o adenocarcinoma pulmonar pode atingir pessoas que nunca fumaram. Entre os fatores associados estão o tabagismo passivo, a poluição do ar, o contato com amianto, o histórico familiar, doenças pulmonares crônicas e a exposição à radiação. Nos estágios iniciais, o quadro pode ser assintomático, mas manifesta posteriormente tosse persistente, falta de ar, dor torácica, escarro com sangue, chiado, fadiga crônica, rouquidão, perda de peso e infecções recorrentes.

Diagnóstico e tratamentos

A investigação médica engloba exames de imagem como radiografia e tomografia computadorizada, além da biópsia para análise laboratorial e testes moleculares. As opções terapêuticas variam conforme o estágio, tamanho e localização do tumor, incluindo cirurgia, quimioterapia, imunoterapia, terapias-alvo e radioterapia. A cura é viável em determinados casos, sobretudo quando detectado precocemente, mas o prognóstico do pontífice dependerá estritamente dos resultados dos exames pós-operatórios e do acompanhamento clínico contínuo.