Bolsonaro tem taquicardia e falta de ar, diz laudo ao STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro registrou episódios de aceleração dos batimentos cardíacos e problemas para respirar nos últimos dias. As informações constam no mais recente relatório de saúde semanal encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a equipe médica responsável pelo acompanhamento, os sintomas foram pontuais, passageiros e cessaram de forma espontânea, sem reincidência.
Condição clínica atual e rotina de cuidados
Apesar das queixas recentes, o boletim médico atesta que o ex-mandatário passa bem e preserva a estabilidade tanto cardiorrespiratória quanto hemodinâmica. No momento, o quadro exige monitoramento contínuo de efeitos colaterais provocados pelo uso de remédios de ação central, que geram oscilações no equilíbrio e sonolência durante o dia.
Para prevenir acidentes domésticos e complicações gastrointestinais, Bolsonaro segue protocolos específicos de prevenção contra quedas e crises de refluxo. A prescrição nutricional diária inclui refeições com baixo teor de sal e controle rigoroso de acidez. O ex-presidente cumpre regime de prisão domiciliar na capital federal, após ter deixado as instalações do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido popularmente como Papudinha.
Manifestação da PGR sobre visitas familiares
Em paralelo à rotina médica, a Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu parecer favorável à retomada dos encontros presenciais entre o senador Flávio Bolsonaro e seu pai. A manifestação ocorreu após consulta formal do ministro Alexandre de Moraes para avaliar a suspensão da medida restritiva imposta ao parlamentar.
O bloqueio aos encontros havia sido determinado após a divulgação pública de um bilhete político escrito por Jair Bolsonaro e recolhido por Flávio. O episódio foi classificado como uma tentativa de burlar a proibição judicial que veta o ex-presidente de atuar ou se expressar em eventos político-eleitorais. Ao reavaliar o caso, a PGR argumentou que a restrição já não se justifica, considerando a ausência de novas condutas semelhantes nos últimos 90 dias.
A ordem de afastamento permanece em vigor até o próximo domingo (11). O veredito final sobre o restabelecimento das visitas cabe exclusivamente ao ministro relator Alexandre de Moraes.



