23/10/2026

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Santa Catarina intensifica vigilância após foco de Newcastle

A sanidade avícola na região de Nova Itaberaba, no Oeste catarinense, entrou em alerta máximo após a detecção de um foco de Doença de Newcastle em uma granja de perus de corte no dia 18 de outubro. Em resposta, uma operação coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela Cidasc mobilizou 28 equipes para realizar uma varredura epidemiológica rigorosa em todo o entorno do estabelecimento atingido.

Operação de contenção e vistoria

Até a última quinta-feira (22), o trabalho de campo resultou na inspeção de 352 propriedades rurais. A força-tarefa conta com o suporte do Centro de Operações de Emergência em Saúde Animal (Coezoo), integrando órgãos como a Defesa Civil de Santa Catarina, Polícia Civil, Icasa e ministérios federais da Integração e do Desenvolvimento Regional e da Defesa. O objetivo principal é cercar qualquer risco de disseminação do vírus na região.

Descarte e desinfecção no foco

Na granja onde a enfermidade foi confirmada, os protocolos de segurança sanitária foram seguidos rigorosamente. No dia 21 de outubro, as autoridades concluíram o sepultamento de 6.526 perus, além do descarte de insumos, em uma vala técnica aprovada por órgãos ambientais. Atualmente, o local passa por processos de desinfecção sob a supervisão constante de um médico-veterinário da Cidasc, após a finalização da limpeza a seco e retirada de materiais.

Ampla fiscalização em propriedades rurais

O plano de monitoramento é extenso e abrange um raio de até dez quilômetros do foco, totalizando 1.680 propriedades rurais na zona de vigilância. Entre as 352 vistorias já realizadas, 256 são propriedades de subsistência e 96 são granjas comerciais, incluindo criações de galinhas, perus e unidades de reprodução. Para garantir o controle, quatro postos de fiscalização foram montados estrategicamente para inspecionar e desinfetar veículos que transitam na área perifocal.

A Doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que exige medidas de biosseguridade rigorosas para proteger o setor avícola. A Cidasc reforça que a colaboração dos produtores, mantendo os cadastros atualizados e reportando qualquer sinal clínico suspeito, é fundamental para o sucesso das ações de contenção e para a manutenção da saúde do rebanho catarinense.