10/10/2026

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Morte de jovem de 28 anos após atendimento médico em Itajaí intriga família

A morte repentina de Jéssica Andreza Machado, de 28 anos, gerou forte comoção e levou seus familiares a buscarem respostas sobre as circunstâncias de seu falecimento. A jovem procurou atendimento em uma unidade de pronto atendimento em Itajaí, em Santa Catarina, após apresentar sintomas de mal-estar durante a noite, mas acabou falecendo na madrugada.

Últimas horas e busca por socorro

De acordo com o relato do marido, Sandro, o dia havia transcorrido sem nenhuma anormalidade. Jéssica realizou tarefas domésticas, foi ao mercado e preparou o jantar ao lado do companheiro. Contudo, por volta das 22h, ela começou a reclamar de fortes dores no peito e demonstrou forte agitação, o que motivou a ida imediata até a UPA do CIS.

Ao chegarem na unidade de saúde, a paciente foi submetida a um eletrocardiograma. Conforme o depoimento do marido, a equipe médica afirmou que o exame não apontou alterações e indicou que os sinais vitais estavam estáveis. O profissional responsável levantou a hipótese de um quadro de crise de ansiedade e receitou a aplicação de medicamentos intramusculares.

Piora rápida e momentos de desespero

Pouco após receber as injeções e ser colocada em observação, o estado de saúde da jovem se deteriorou rapidamente. Ela relatou sensação de calor intenso e falta de ar, pedindo para se deitar na cama. Em seguida, apresentou movimentos bruscos e perdeu as forças.

Sandro relatou os momentos de angústia que antecederam o colapso da esposa: “Eu peguei e abracei ela por trás, pela cintura, e falei: ‘Não, calma, amor, calma, calma’. Ela estava com os olhos arregalados, sabe? Então, foi amolecendo e caindo, e eu a segurei para que não batesse a cabeça no chão”.

Investigação e luto da família

A jovem sofreu uma convulsão e, na sequência, uma parada cardiorrespiratória. A equipe de plantão iniciou manobras de ressurgimento e a encaminhou para a sala vermelha. Parentes foram chamados ao local, mas a morte foi confirmada por volta da 1h da madrugada.

A validade e a relação entre os remédios aplicados e o óbito ainda precisam de apuração técnica. Abalado com a perda, o marido exige esclarecimentos das autoridades de saúde: “Hoje eu estou nessa angústia, nesse sofrimento. Eu sei que nada vai trazê-la de volta, nada, nada vai trazê-la de volta, mas eu queria só saber realmente o que aconteceu, porque ela não merecia isso. Ela era uma pessoa muito boa, muito boa. Ela não merecia passar pelo que passou e acontecer com ela o que aconteceu”.

A prefeitura municipal foi procurada para prestar esclarecimentos sobre o protocolo adotado no atendimento, mas não houve retorno até o momento. O espaço segue aberto para posicionamento oficial dos órgãos competentes.