Mp denunciará namorada de motorista de porsche por falso testemunho
O Ministério Público de São Paulo vai denunciar Giovanna Pinheiro Silva, namorada de Fernando Sastre Filho, pelo crime de falso testemunho. A decisão ocorre após a jovem declarar perante a Justiça que o réu não havia consumido bebidas alcoólicas antes do trágico acidente, versão que caiu por terra no decorrer da sessão realizada nesta quinta-feira (29).
Detalhes do julgamento e confissão Em uma reviravolta no caso, o próprio Fernando admitiu, pela primeira vez, que havia sim consumido álcool antes de assumir a direção do veículo de luxo.
A convocação de giovanna A juíza Melanie Liesenberg, do Tribunal de Justiça de São Paulo, havia determinado na quarta-feira (28) que Giovanna comparecesse ao júri na condição de testemunha logo no início dos trabalhos.
A defesa de Sastre argumentou que houve um equívoco do Poder Judiciário ao incluir o nome dela entre as 14 testemunhas convocadas, já que a parte não tinha mais interesse em seu depoimento. Como não houve uma dispensa oficial, autoridades policiais precisaram conduzir a jovem até o Fórum.
Expulsão da sala de audiências A presença da testemunha gerou atritos durante a sessão. Ao acompanhar o depoimento da testemunha ocular Nathalia Santanna Viana Lima, a namorada do motorista fez um gesto com a cabeça que desagradou profundamente a acusação.
Os promotores exigiram a retirada imediata da jovem e a aplicação de uma multa equivalente a 15 salários mínimos. A magistrada acatou o pedido de expulsão da sala, mas informou que a análise sobre a aplicação da penalidade financeira ficará para o encerramento do julgamento de Sastre.
Andamento do processo e expectativa de pena A Justiça paulista previu a conclusão do julgamento ainda para esta quinta-feira (29), com o interrogatório do réu. Na sequência, os jurados do Conselho de Sentença decidirão pela condenação ou absolvição. O Ministério Público manifestou a expectativa de que seja aplicada a pena máxima ao condutor.
O empresário enfrenta acusações por homicídio qualificado por perigo comum com dolo eventual, além de responder por lesão corporal grave relacionada aos ferimentos sofridos pelo estudante Marcus Vinicius Machado, amigo do motorista que viajava no banco traseiro do automóvel.
Em contato com a CNN Brasil, a defesa de Sastre afirmou que a expectativa “é de um julgamento justo, com a desclassificação para uma conduta culposa, na modalidade da imprudência”.
O histórico da tragédia O episódio que resultou no julgamento aconteceu na madrugada de 31 de março de 2024, um domingo de Páscoa, na avenida Salim Farah Maluf, situada no bairro do Tatuapé, zona Leste da capital paulista.
Fernando Sastre Filho conduzia o veículo Porsche a uma velocidade estimada em 156 km/h quando colidiu violentamente contra a traseira do carro modelo Sandero, conduzido pelo motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, que morreu no local. A velocidade máxima permitida na via é de 50 km/h. O motorista permanece sob prisão preventiva.



