23/10/2026

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Queda do milho em Chicago reflete acordo diplomático e clima seco

Os contratos futuros de milho registraram baixa na bolsa de Chicago nesta quinta-feira (22). O movimento ocorre logo após os papéis atingirem mínimas de três meses na sessão anterior, pressionados pelo avanço das negociações diplomáticas para aliviar o conflito na Ucrânia e pelo ritmo acelerado da colheita agrícola no Meio-Oeste norte-americano.

Impacto do clima na colheita As condições meteorológicas secas continuarão a beneficiar os trabalhos de campo no Meio-Oeste dos EUA até o início da próxima semana, conforme apontado por projeções do Commodity Weather Group. Esse cenário climático impulsiona a produtividade e favorece a retirada das safras de milho e soja.

Avanço nas negociações diplomáticas O presidente russo, Vladimir Putin, recebeu o enviado dos EUA, Steve Witkoff, na quarta-feira, um dia após Witkoff se reunir com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, na Noruega, aumentando as esperanças de uma redução da tensão no conflito no Mar Negro, que tem afetado rotas críticas de transporte de grãos.

Desempenho dos demais grãos O contrato de milho para dezembro encerrou a sessão com recuo de 2,75 centavos, cotado a US$4,605 por bushel. Na mesma linha, o trigo também registrou perdas influenciado pelo mesmo contexto geopolítico, caindo 3,50 centavos e fechando a US$6,2475 por bushel, patamar próximo ao menor nível em três meses.

Por outro lado, os futuros de soja contrariaram o movimento de baixa e fecharam em alta de 7,75 centavos, a US$12,53 por bushel. O suporte veio das fortes vendas semanais de exportação dos Estados Unidos, que superaram a média recente e compensaram o impacto negativo da colheita abundante.

Exportações de soja e projeções O USDA, Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, informou que as vendas líquidas de soja norte-americana para exportação, na semana encerrada em 15 de outubro, totalizaram 2.841.200 toneladas métricas — um volume significativamente acima da média das quatro semanas anteriores, mas dentro da faixa de 1.800.000 a 3.000.000 de toneladas esperada pelo mercado.

Com o clima favorável consolidado nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos, o mercado internacional de commodities segue monitorando de perto os desdobramentos políticos no Leste Europeu e os próximos relatórios de oferta e demanda.