26/10/2026

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Milei compara Lula a Maduro após decisão do STF sobre votação

O presidente da Argentina, Javier Milei, utilizou a rede social X para compartilhar uma publicação que equipara o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao líder venezuelano Nicolás Maduro. A manifestação ocorreu logo após o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a extensão do horário de votação até as 19h em todo o território nacional.

Desinformação e montagens na web

O conteúdo republicado pelo mandatário argentino foi originalmente escrito por um perfil autointitulado “O Trumpista”. A postagem abordava a ordem de prisão expedida contra o secretário municipal de Mobilidade de Salvador, em razão da diminuição da frota de transporte público na capital baiana, além de citar a paralisação temporária da apuração e a prorrogação do pleito.

A mensagem compartilhada disseminava a informação inverídica de que a custódia do secretário teria ocorrido para barrar uma suposta tentativa de fraude. Sem apresentar nenhuma evidência, o texto também alegava que os dados da votação já estariam definidos, mas ocultados do público. Na sequência, a publicação exibia imagens manipuladas em que o chefe de Estado brasileiro aparecia se transformando em Maduro.

Contexto das eleições na Venezuela

As eleições presidenciais ocorridas na Venezuela em julho de 2024 seguem sob forte contestação internacional e por parte da oposição local. A ausência de transparência na divulgação dos números levou a questionamentos globais, uma vez que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) não apresentou as atas de votação por seção, documentos fundamentais para atestar a lisura do processo que proclamou a vitória de Nicolás Maduro.

Além da montagem comparativa, Milei também repostou, na noite de um domingo (25), o conteúdo de um veículo conservador argentino que acusava Lula de tentar “roubar as eleições”.

Histórico de atritos diplomáticos

Esses episódios se somam a uma série de declarações hostiles recentes. Durante o período de campanha eleitoral, o governante argentino insultou o líder petista, chamando-o de “presidiário” e “ladrão”.

Em resposta aos ataques anteriores, o Itamaraty optou por rebaixar o patamar das relações diplomáticas entre os países vizinhos, mantendo em solo brasileiro o embaixador Júlio Bitelli, que exercia suas funções diplomáticas em Buenos Aires.