24/10/2026

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Nova molécula experimental promete tratar obesidade e apneia do sono

Pesquisas internacionais divulgadas na revista The New England Journal Of Medicine revelam que a retatrutida, uma molécula experimental testada contra a obesidade, também tem potencial para aliviar os sintomas da apneia do sono.

Entendendo a síndrome e os testes Também chamada de SAOS (Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono), a condição se manifesta quando as vias aéreas sofrem bloqueios durante o repouso, gerando pausas na respiração, roncos e ruídos sufocantes. Frequentemente ligada à obesidade, a doença afeta cerca de 400 milhões de pessoas globalmente. O acompanhamento científico envolveu 691 adultos obesos e sem diabetes ao longo de 80 semanas, sendo que 243 apresentavam o distúrbio, recebendo doses de 9 mg e 12 mg da substância.

Resultados na respiração e no peso Antes dos testes, os voluntários registravam entre 58,6 e 55,9 episódios de apneia por hora. Após o período de 80 semanas, o índice de apneia-hipopneia (IAH) caiu: a redução média foi de 22,9 episódios por hora com a dosagem de 4 mg semanais, enquanto os grupos que tomaram 9 mg e 12 mg registraram 34,3 e 31,7 episódios por hora, respectivamente. Além disso, a perda de peso corporal média alcançada após 80 semanas foi de 17,6% para 4 mg, 23,7% para 9 mg e 25% para 12 mg.

O mecanismo de ação da retatrutida A substância em fase de testes atua ao mesmo tempo nos receptores de GIP, GLP-1 — semelhante à tirzepatida do Mounjaro e à semaglutida do Ozempic — e glucagon. Acompanhado pela farmacêutica Eli Lilly, o fármaco ainda não possui aprovação oficial em nenhum país e configura uma das principais apostas corporativas para terapias futuras contra o diabetes e a obesidade.