21/10/2026

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André Janones provoca disparada em buscas sobre plano contra Lula

Uma articulação digital comandada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), que lidera o canal Exército do Lula, provocou um salto expressivo nas consultas do Google relacionando o ex-presidente Jair Bolsonaro a uma suposta conspiração de assassinato contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A ordem dada aos apoiadores

Na terça-feira (20), Janones instruiu sua base de seguidores a impulsionarem buscas na ferramenta utilizando exatamente a frase “Bolsonaro mandou matar Lula”. A ação integra os esforços da campanha petista para o segundo turno.

O parlamentar detalhou a conduta exigida na mobilização: “Nós vamos estimular as pessoas a fazerem pesquisas no Google (…) sem emitir nenhuma opinião, sem dizer se aquilo é verdadeiro, se aquilo é falso”.

Abordagem disfarçada e alta nas redes

A orientação repassada aos militantes consistia em utilizar abordagens simulando mera curiosidade para engajar eleitores independentemente do espectro político, sugerindo publicações do tipo: “Independente de você ser de direita ou de esquerda, jogue no Google […] e veja o que acontece”.

O deputado classificou o método como o instrumento definitivo para impactar a disputa eleitoral que opõe Lula a Flávio Bolsonaro nas urnas no próximo domingo (25).

Impacto imediato no Google Trends

O reflexo da diretriz apareceu rapidamente nas ferramentas de monitoramento. O termo investigado saltou mais de 5.000% no Brasil em comparação ao dia anterior e à semana precedente, com forte concentração nas regiões Nordeste e Centro-Oeste — destacando estados como Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e o Distrito Federal.

Consultas correlatas, a exemplo de “bolsonaro mandou matar lula?” e “bolsonaro tentou matar lula”, também registraram patamares máximos de crescimento na plataforma de tendências.

Contexto das investigações

Ao realizarem as buscas, os internautas depararam-se com reportagens sobre a acusação apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, em 18 de fevereiro de 2025, período em que o ex-chefe do Executivo respondia a processos relacionados aos atos de 8 de janeiro.

Conforme a denúncia da Procuradoria-Geral da República e as apurações da Polícia Federal, o ex-presidente teria tido conhecimento e concordado com a operação batizada de “Punhal Verde e Amarelo”. O planejamento criminoso visava eliminar o atual presidente, o vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o intuito de abortar a transição gubernamental.