22/10/2026

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França proíbe protestos sem aval sindical após onda de violência

Manifestações que não tenham a organização direta de sindicatos “serão proibidas” no próximo sábado (24) e nos dias seguintes na França. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (22) pelo presidente Emmanuel Macron, em um esforço do governo para restabelecer a ordem pública após o país enfrentar os piores distúrbios civis das últimas décadas.

A decisão foi comunicada pelo mandatário após uma reunião de emergência do conselho de segurança, que contou com a presença de ministros e representantes dos serviços de inteligência franceses.

“Qualquer pedido para realizar manifestações ou reuniões — especialmente aqueles feitos por indivíduos ou grupos sem legitimidade para isso — será proibido”, afirmou Macron após presidir uma reunião do conselho de segurança com a participação de ministros e serviços de inteligência. “Este não é o momento; nossa prioridade é o retorno à calma.”

Novas mobilizações agendadas para o fim de semana

Apesar da restrição governamental, o principal sindicato estudantil francês, a UNEF, manteve a convocação de novos atos para sábado. Além disso, a CGT, uma das maiores centrais sindicais do território nacional, confirmou que também participará das manifestações programadas.

O governo indicou que eventuais solicitações enviadas por centrais sindicais serão avaliadas individualmente. No entanto, rotas alternativas serão exigidas para os atos autorizados.

Caso os sindicatos apresentem pedidos para realizar protestos, as autoridades irão analisá-los, mas oferecerão trajetos alternativos “para proteger os centros de nossas cidades — especificamente nossos estabelecimentos comerciais e edifícios públicos”, acrescentou Macron.

Esquema de segurança reforçado

Para evitar novos episódios de depredação, o governo prometeu mobilizar um efetivo policial “maciço” nas ruas. Medidas como toques de recolher localizados já haviam sido decretadas em diversas cidades ao longo da semana, resposta direta às fortes críticas recebidas pela falta de preparo policial frente à violência generalizada do último fim de semana.