20/10/2026

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Lula aposta em data centers e projeta meio trilhão para o setor

O candidato Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o país pode atrair cerca de R$ 500 bilhões em aportes voltados para a instalação de data centers, com o objetivo de fortalecer a economia digital e elevar a produtividade nacional.

Estratégia para a indústria e o agro

A revelação ocorreu durante o debate presidencial da Band realizado neste domingo (18). Na ocasião, o postulante discutiu caminhos para acelerar o avanço econômico brasileiro, setor que acumulou uma alta de 25% na produtividade desde 1995, alavancado sobretudo pelo agronegócio.

Segundo o candidato, o progresso produtivo está atrelado à capacidade de inovar na indústria, setor que já recebeu R$ 725 bilhões e registrou um crescimento de 3,4% no piso industrial.

Governança e soberania da informação

Como parte do plano para gerar empregos qualificados para os jovens e expandir o ecossistema tecnológico, o político ressaltou que a chegada dos centros de processamento exigirá contrapartidas rígidas de controle estatal sobre as informações armazenadas.

“Cada data center que vier para o Brasil vai ter que permitir que a proteção dos dados fique na mão do governo brasileiro”, declarou Lula durante o confronto.

A injeção prevista de meio trilhão de reais busca estruturar a infraestrutura física necessária para abrigar bancos de dados em território nacional.

Educação e fomento sustentável

Além dos centros tecnológicos, a estratégia abrange a preparação de mão de obra qualificada e a diversificação econômica por meio de três frentes:
– Qualificação técnica: Formação de milhares de jovens em Engenharia, Matemática e na nova indústria digital;
– Economia verde: Incentivo a práticas sustentáveis alinhadas às demandas globais de produção;
– Economia criativa: Liberação de recursos e financiamento para mobilizar a produção cultural e social no país.

Para o candidato, a capacitação técnica é o motor indispensável para elevar o Brasil a um patamar superior de desenvolvimento econômico.

Debate de propostas e críticas

No mesmo segmento do evento, o candidato Pablo Marçal questionou as metas, argumentando que a legenda do oponente esteve no poder por duas décadas sem consolidar tais transformações.

Como contraponto, Marçal sugeriu transformar a internet em infraestrutura essencial para conectar escolas, hospitais e populações indígenas, além de propor o uso da Caixa Econômica Federal como o “Banco da Prosperidade”, focado no microcrédito.

O encontro na TV Bandeirantes, em São Paulo, marcou o primeiro debate presencial do segundo turno da eleição presidencial de 2026 entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, ocorrendo a uma semana da votação definitiva marcada para 25 de outubro.