21/10/2026

1000x250
previous arrow
next arrow

Lula e Flávio Bolsonaro abrem debate na Band com foco em segurança

O primeiro debate presidencial para as eleições de 2026 começou neste domingo (18) com um confronto direto entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na tela da Band. Os candidatos à Presidência da República inauguraram o programa respondendo a um questionamento formulado pelos jornalistas mediadores a respeito de segurança pública e redução da maioridade penal.

O início do debate com perguntas da imprensa

A jornalista Adriana Araújo direcionou o primeiro questionamento da noite aos presidenciáveis. “Governo e oposição começaram a debater a redução da maioridade penal, debate que é considerado necessário pela sociedade. Mas a minha pergunta é: qual é o impacto, de fato, dessa mudança na segurança pública do país para melhorar as condições de segurança? E qual é a proposta que o senhor faz para combater o problema crucial, que é o avanço do crime organizado com o domínio de territórios?”, questionou a jornalista Adriana Araújo.

Propostas de Flávio Bolsonaro para o sistema prisional

Sorteado para responder primeiro, Flávio Bolsonaro iniciou sua participação fazendo saudações iniciais e detalhando sua estratégia para o setor. “Boa noite, Adriana. Boa noite, Oinegue. Boa noite a todos que estão em casa nos assistindo. Peço licença para entrar na sua residência. Boa noite, candidato. Finalmente temos a oportunidade de debater o nosso Brasil aqui, olho no olho. Uma grande honra estar aqui nesse momento para poder falar com você aí de casa. Porque a partir de janeiro do ano que vem, eu vou declarar guerra ao narcoterrorismo. Eu vou classificar a PCC, Comando Vermelho e Milícias como organizações narcoterroristas. Vocês que moram nessas áreas que são dominadas por esses marginais, onde eles implementam medo coletivo, onde eles impõem a própria lei, onde eles oprimem vocês que moram nessas comunidades. Eu vou recuperar cada metro, eu vou recuperar cada rua, eu vou recuperar cada bairro, eu vou recuperar cada cidade, eu vou recuperar cada território que foi tomado do povo brasileiro e também vou retomar um local que onde eles estão andando hoje ainda, que são as cadeias. Eu vou para dentro desses marginais com leis mais duras, com a lei anti-facção que nós aprovamos, os líderes dessas organizações vão ficar até 80 anos presos. Você que mora nessa localidade, eu fico revoltado quando eu vejo um vídeo de uma mulher sendo oprimida, tendo seu cabelo raspado, tomando chicotadas, porque se recusou a ser escrava sexual desses bandidos. Eu vou cuidar de que eles nunca mais estejam na frente de vocês, porque eles vão ser presos ou vão ser neutralizados pelas nossas polícias. No governo do Fábio Bolsonaro não vai ter ninguém passando a mão na cabeça do bandido, como tem no atual governo, que faz uma política de desencarceramento, que coloca nas ruas marginais perigosos, alegando que não tem vagas no sistema penitenciário. Eu vou construir mais de meio milhão de vagas no sistema penitenciário, porque esses marginais vão ficar presos, quem vai andar com medo na rua são eles. Eu vou dedicar cada dia do meu mandato, como presidente da República, para devolver as ruas para vocês, para que possam andar com segurança”, declarou o candidato do PL.

A resposta e a defesa do atual governo

Na sequência, Lula teve o mesmo tempo de dois minutos para apresentar suas contrargrumentações e apontar as iniciativas da gestão petista. “O candidato poderia ter votado a emenda constitucional que eu mandei dia 25 de março do ano passado, para dar ao governo federal as condições de interferir na questão da segurança pública, que é uma questão do Estado. Todo mundo sabe que a Constituição de 88 garantiu que a segurança pública era uma das responsáveis dos Estados. Acontece que os Estados fracassaram. Nenhum Estado conseguiu resolver o problema da segurança pública. A União cuida da Política Federal, que é uma política fazendária, cuida da Política Rodoviária Federal e cuida da Polícia Penal. Eu já fiz a lei de facção, ela foi aprovada, já aumentamos o tempo de cadeia para aqueles que partiram das facções. Nós já estamos combatendo o crime organizado da esquina ao andar de cima, porque o crime organizado tem os pobres que roubam, que atacam, que estão no território e tem os ricos que estão nos condomínios e estão no andar de cima. Nós vamos atacar isso com muita força. E agora, se o Senado votar a PEC da Segurança, eu criarei imediatamente o Ministério da Segurança Pública para que a gente possa intervir nos Estados, para que a gente possa intervir numa combinação com Estado, Prefeitura e União, para que a gente possa libertar os territórios para a comunidade viver. Inclusive enfrentar o crime organizado, enfrentar os milicianos, enfrentar tudo que é tipo de bandidagem. Ou seja, para o trabalhador e para a comunidade de proteção, para o bandido prisão. Vai ser assim quando aprovar a PEC da Segurança. Ainda tem 24 segundos para dizer o seguinte. O que nós fizemos nesses 4 anos foi muito mais do que foi feito em muitos anos nesse país no combate ao crime organizado. É só analisar na imprensa. Muito obrigada”, afirmou o candidato do PT.

Dinâmica e regras do debate

O confronto transmitido ao vivo pela emissora foi dividido em três blocos distintos, mesclando rodadas com perguntas formuladas pelos mediadores Eduardo Oinegue e Adriana Araújo e momentos de embate direto entre os concorrentes. A ordem das intervenções foi previamente estabelecida por sorteio. Enquanto o primeiro bloco contou com questões dos jornalistas seguidas por um banco de tempo livre de 15 minutos para cada presidenciável, os blocos seguintes integraram tempos específicos para perguntas, respostas, réplicas e tréplicas na reta final da disputa eleitoral.