16/10/2026

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Jorge Seif ataca Lula no Senado durante votação da escala 6×1

O senador Jorge Seif (PL-SC) aproveitou a chegada da PEC do fim da escala 6×1 ao plenário para desferir duras críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante sua passagem pela tribuna do Senado nesta quarta-feira (14), o parlamentar catarinense transformou o espaço legislativo em palanque político, focando seus ataques na administração federal e direcionando o debate para a reta final da disputa eleitoral, marcada para 25 de outubro.

Críticas aos Correios e à gestão federal

Como principal munição contra o Palácio do Planalto, o representante de Santa Catarina mencionou a situação financeira dos Correios. Em sua avaliação, a estatal sofreu com a desestruturação devido a atos de corrupção, prevendo que a fatura do resgate financeiro recairá sobre os ombros dos contribuintes.

“Quem vai pagar a recuperação dos Correios? O povo brasileiro. Já pediram bilhões em empréstimos”, afirmou o senador.

Questionamentos sobre segurança e pautas sociais

Em tom irônico, o político contestou a narrativa governista de proteção às mulheres, apontando uma suposta alta nos índices de feminicídio durante a atual gestão federal. Sem especificar o recorte temporal ou a origem das estatísticas, ele mencionou o registro de mais de 500 mortes e um crescimento de 18% nesse tipo de crime.

Apelo direto ao eleitorado e citação aos trabalhadores

Na reta final de seu pronunciamento no plenário, o parlamentar buscou dialogar diretamente com o público que depende do transporte público e de jornadas exaustivas, público-alvo central da proposta de emenda constitucional em pauta.

“Você que levanta cedo, pega o ônibus, você que é porteiro, doméstica, pedreiro, que luta para colocar o pão na sua casa”, declarou Seif ao direcionar sua mensagem aos telespectadores.

Na sequência, o senador associou o eleitorado do chefe do Executivo à população carcerária, questionando se o segmento trabalhador tomaria a mesma decisão nas urnas. O discurso foi finalizado com uma projeção de virada política no segundo turno, comparando o pleito presidencial ao desempenho da direita nas eleições legislativas.